17/12/2025

Polícia Civil investiga denúncia de agressão e abuso de autoridade ocorrido em Americana

Caso ocorreu em outubro, e foi registrado como tortura; investigação segue em andamento

Da redação

A Polícia Civil de Americana investiga uma denúncia de agressão ocorrida na madrugada do dia 17 de outubro, em um trecho da Avenida Brasil, próximo ao Centro de Cultura e Lazer (CCL). O caso foi registrado, inicialmente, como tortura, além de possível abuso de autoridade, vindo de agressões por parte de Guardas Municipais.

Segundo o boletim de ocorrência, agentes da GCM foram acionados até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Antônio Zanaga, onde um homem estava com diversos hematomas pelo corpo, além de cortes na cabeça e nas pernas.

No local, o homem relatou que teria sido abordado por uma equipe da Guarda Municipal enquanto estava na Avenida Brasil. Ele afirmou que foi colocado no compartimento de presos de uma viatura e levado até a região do Casarão Histórico do Salto Grande, onde, segundo a vítima, teriam ocorrido agressões físicas.

Ele informou que os golpes teriam atingido o tronco, a cabeça e os membros inferiores. O boletim descreve ainda que, após as agressões, o homem teria sido arremessado de uma ponte, sofrendo queda sobre vegetação e pedras existentes no local. Em seguida, conseguiu retornar até a estrada e pediu ajuda em uma empresa próxima, de onde foi acionado o socorro médico.

O homem permaneceu em observação na UPA. Diante das informações apresentadas, a Polícia Civil requisitou exame de corpo de delito ao Instituto Médico Legal (IML).

A equipe do Portal ON procurou a Prefeitura de Americana, que se manifestou sobre o caso em nota oficial. Confira, na íntegra.

“A Guarda Municipal informa que não compactua com qualquer desvio de conduta por parte de seus integrantes. Diante da denúncia feita pela EPTV, o caso foi encaminhado nesta quarta-feira (17) à Corregedoria, que é o órgão competente para a apuração e adoção de eventuais medidas cabíveis, uma vez, que até o momento, a corporação só teve ciência do caso por meio da emissora, que não disponibilizou o vídeo na íntegra.

A Gama reforça que o vídeo em questão não foi gravado com câmera corporal oficial da Guarda, cujo conteúdo é armazenado em sistema próprio e, para ser acessado, necessita de solicitação documentada pelo guarda que utiliza o equipamento, o que não existe.”

Esse caso acabou registrado como autoria desconhecida e segue em investigação por parte da Polícia Civil.

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