Atleta de Artur Nogueira se destaca no wakeskate
Pedro Albertoniv pratica o wakeskate, esporte aquático que vem crescendo no país
Rafaela Martins
Pedro Albertoni é paulistano, tem 25 anos e mora há 16 anos em Artur Nogueira. O jovem dentista além de se dedicar a profissão, é praticante de um esporte novo no Brasil, o wakeskate. Pedro é um dos 15 atletas do Brasil que pratica a modalidade de skate na água.
Apaixonado por esportes que envolvam água, desde os 7 anos de idade, Pedro se dedica ao surf. Depois que a família veio morar no interior de São Paulo, o rapaz buscou novos esportes que de alguma forma pudesse substituir o surf. Foi então que através de alguns amigos e curiosos ficou sabendo de uma modalidade de skate na água. “Eu sempre fui um cara da praia, quando vim para o interior procurava algum esporte relacionado a água, foi então que conheci o wakeskate e fiquei alucinado, tinha descoberto o que sempre quis fazer”, conta o dentista.
O wakeskate une o andar sobre a água com todas as possibilidades de manobra do skate, isso tudo sem se preocupar em se ralar no asfalto. O atleta é puxado em um lago por um cabo elétrico, a uma velocidade de aproximadamente 30 km/h, onde há obstáculos para realizar as manobras. O esporte vem com grande potencial de crescimento por ter aspecto de acessibilidade para se praticar, ao invés de se fazer um grande investimento em um barco especifico ou jet-ski, existe aqui na região a opção de andar no Wakeskater Cable Park, em Braganca Paulista, ou no Naga Cable Park, em Jaguariúna.
O atleta pratica o wakeskate há cinco anos e treina cerca de 25 horas por semana. Por se tratar de um esporte pouco conhecido, o nogueirense divulga a paixão através de suas redes sociais. Como prova do desenvolvimento do atleta, que no início entendia o esporte apenas como hobby, Pedro está sendo patrocinado pela Supplyaction, empresa de venda de suplementos de Artur Nogueira. “Embora eu tenha um apoio, quero enfatizar o quanto desejo que o esporte tenha um maior reconhecimento, pois representa qualidade de vida, bem estar e um ótimo lazer para família, casais e amigos”, completa o wakeskater.
Apesar de em 2011 ter rompido o ligamento do joelho e em 2012 operado o pé devido a uma fratura complexa, Pedrão, como é conhecido pelos amigos, demonstra que isso não interferiu em sua trajetória no wakeskate. “Esse é um esporte que tem saber dosar. Ir aos poucos e evoluir com calma. Toda vez que me machuquei foi porque abusei, mas isso serviu de aprendizado para minha evolução”, explica Pedro.
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