11/02/2026

Projeto de lei de Mauricio Neves repercute no debate sobre proteção de crianças na internet

Proposta busca proibir redes sociais para menores de 16 anos diante do aumento de crimes sexuais e riscos à saúde mental

 

Da redação

O deputado Mauricio Neves reforçou o debate sobre a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital ao apresentar o Projeto de Lei 309/2026, que proíbe o uso de redes sociais por menores de 16 anos. A iniciativa surge em meio a dados alarmantes da SaferNet Brasil, que apontam que cerca de 64% das denúncias de crimes na internet no país envolvem abuso e exploração sexual de menores, evidenciando a gravidade dos riscos enfrentados por crianças no meio virtual.

A iniciativa altera a Lei nº 15.211/2025, o ECA Digital, como resposta ao avanço dos crimes sexuais virtuais, ao surgimento de novas ameaças tecnológicas e aos impactos das redes sociais no desenvolvimento de crianças e adolescentes. O projeto também atribui responsabilidades às plataformas digitais, que passam a ser obrigadas a adotar mecanismos eficazes de verificação de idade e controle de cadastro para restringir o acesso de menores. O descumprimento dessas exigências poderá resultar na aplicação de sanções administrativas já previstas na legislação.

Além das denúncias de abuso, especialistas alertam para o aumento do uso de deepfakes, vídeos manipulados por inteligência artificial, que vêm sendo utilizados para criar conteúdos ilegais e ampliar a exposição de menores a situações de violência e exploração. Estudos recentes também apontam o uso intenso das redes sociais a problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão, distúrbios do sono e baixa autoestima.

Para o deputado, o problema é sério e atual: “As redes sociais não foram pensadas para crianças, e os dados mostram que a falta de limites tem causado danos reais. O projeto busca proteger nossas crianças e adolescentes”, afirmou.
Países como Austrália e Espanha já adotaram restrições ao acesso desse público às redes e, conforme o parlamentar, o Brasil precisa avançar nesse debate e atualizar sua legislação para garantir um ambiente digital mais seguro, alinhado às novas realidades


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