08/09/2026

Caso Roberta Correa: Biomédica e esteticista irão a júri popular em Cosmópolis

Justiça decidiu que Vanuza Takata e Isabella Dourado serão julgadas por homicídio com dolo eventual

 

Da redação

Após decisão judicial divulgada nesta terça-feira (8), a biomédica Vanuza Aguilar Takata e a esteticista Isabella Dourado Fernandes serão levadas a Juri Popular pela morte de Roberta Correa da Silva, após um procedimento estético realizado em Cosmópolis no ano de 2023.

As duas respondem por homicídio com dolo eventual. Com isso, o caso seguirá para julgamento pelo Júri, responsável por analisar crimes contra a vida.

Ainda segundo a decisão, além da acusação de homicídio que ambas respondem, Isabella também responderá por falsidade ideológica, relacionada no contexto do atendimento realizado na clínica à época.

Roberta morreu em outubro de 2023, depois de passar mal durante um procedimento de endolaser. Ela sofreu uma parada cardiorrespiratória e foi encaminhada para atendimento médico, mas não resistiu às complicações.

No processo, foram analisadas as circunstâncias em que o procedimento foi realizado e a estrutura disponível no local para lidar com possíveis emergências. Esses elementos deverão voltar a ser discutidos durante o julgamento.

O dentista Heliton José Oliveira, que também era réu no processo, foi impronunciado. Na prática, isso significa que ele não será levado a júri popular neste momento, já que a Justiça entendeu não haver elementos suficientes para submetê-lo ao julgamento pelo crime.

Vanuza e Isabella permanecem em liberdade, mas seguem sujeitas às medidas cautelares determinadas pela Justiça, incluindo restrições relacionadas às atividades profissionais e à saída do país.

A data do Júri ainda deverá ser definida pela Justiça.

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