01/01/2026

Conheça a história de jogadores de futebol cosmopolenses com trajetórias de destaque

Neste 1º de janeiro, em celebração à chegada da Copinha a Cosmópolis, descubra quem são alguns dos futebolistas que saíram da cidade rumo aos campos do Brasil e do mundo

Raquel Santana

O ano de 2026 inaugura um novo capítulo na história do esporte em Cosmópolis. A partir de 4 de janeiro, o município será palco da Copa São Paulo de Futebol Júnior, a tradicional Copinha: uma das principais vitrines do futebol de base do país. O campeonato coloca sob os holofotes jovens atletas que alimentam o sonho de alcançar grandes oportunidades no cenário esportivo nacional e internacional.

Cosmópolis já revelou talentos que ultrapassaram fronteiras e que construíram trajetórias de destaque no futebol brasileiro e mundial, acumulando conquistas e reconhecimento ao longo de suas carreiras. Neste 1º de janeiro, em celebração à chegada da Copinha à cidade, conheça histórias de futebolistas cosmopolenses que transformaram talento e dedicação em sucesso no futebol profissional.

Das ruas cosmopolenses para o mundo 

A influência do pai foi decisiva para que Ricardo Jesus da Silva ingressasse no futebol. Filho de Jonas Alves da Silva, treinador conhecido no município, ele sempre teve o apoio e o incentivo da família dentro e fora dos campos. 

“Meu pai sempre foi meu ídolo. Segui todos os ensinamentos dele. Ele até tentou fazer com que eu e meu irmão fôssemos uma dupla sertaneja, mas percebeu que nosso caminho era o futebol. Quando começou a nos treinar, passei a me dedicar cada vez mais. Meu interesse pelo futebol veio totalmente dele, desse sonho de nos transformar em jogadores”, relembra Ricardo. 

Não demorou para que o talento o levasse além dos campos cosmopolenses. Ricardo passou por equipes de base como a do Inter de Limeira e, pouco depois, seguiu para o Rio Grande do Sul, onde integrou o Internacional de Porto Alegre. “Depois de três meses, passei no teste e assinei meu primeiro contrato. Aos 19 anos, fui chamado para um jogo da Copa do Brasil e comecei a transição entre a base e o profissional. Em 2006, passei a integrar definitivamente o elenco principal”, explica. 

Ao longo da carreira, ele construiu um currículo extenso. No Brasil, atuou por clubes como Independente e Internacional de Limeira, Internacional de Porto Alegre, Ponte Preta, Portuguesa, Avaí, Atlético Goianiense, Fortaleza, Juventude e Tombense. 

No exterior, defendeu equipes como Spartak Nalchik e CSKA (Rússia), Larissa (Grécia), Querétaro e Tijuana (México), Thai Honda (Tailândia) e Al Oroba (Emirados Árabes). 

“A Rússia foi meu primeiro país jogando fora e a adaptação mais difícil, principalmente pelo idioma e pelo frio. Mas foi um grande aprendizado. Depois, ficou mais fácil encarar novos desafios. Cada país traz uma cultura diferente, e essas vivências foram as maiores conquistas, destaca. 

Ricardo relembra que contou com apoio fundamental para se adaptar à vida no exterior após conhecer a esposa, Lia, que o incentivou a enfrentar novos países e culturas com coragem. 

De volta ao Brasil, um dos momentos mais marcantes foi a passagem pela Ponte Preta, a realização de um sonho. “Sempre quis jogar na Ponte, tentei ainda na base, mas não consegui. Poder voltar ao Brasil e defender esse clube, perto da minha família, foi uma grande conquista. A Ponte Preta tem o meu coração”, conclui. 

Hoje, aos 40 anos, Ricardo carrega na bagagem a conquista de um título gaúcho e de uma copa na Rússia, além de inúmeros aprendizados ao longo da carreira. Atualmente, vive com a esposa e os filhos em Braga, Portugal, onde tanto a filha quanto o filho atuam nas categorias do Braga. 

Apesar da trajetória internacional, Cosmópolis segue presente em sua história. Ele relembra com carinho o início de tudo: os jogos de futebol na rua e a influência de treinadores marcantes, como o pai, Pezão (in memoriam) e seu Daniel (in memoriam).

“Fico muito feliz em ver Cosmópolis recebendo o reconhecimento que merece. Meu conselho para os atletas que jogarão a Copinha é que aproveitem ao máximo as oportunidades que a cidade está oferecendo, sigam sonhando e se dedicando. O futebol proporciona experiências únicas, e quanto maior a dedicação, maiores são as recompensas”, conclui Ricardo. 

FOTOS: Arquivo pessoal/Ricardo Jesus

Paixão pelo esporte 

Maicosuel Reginaldo de Matos é um nome conhecido em Cosmópolis e em diversas torcidas pelo Brasil. O jogador, que começou nos campos de várzea do município, já atuou por clubes como São Paulo e Botafogo e conquistou títulos nacionais defendendo equipes como Atlético Mineiro e Grêmio. 

“Comecei no futebol em Cosmópolis mesmo, treinando com seu Daniel. Um dia, meu pai passou comigo na frente de um campo e vi várias crianças correndo; ali eu descobri o futebol. No começo, eu nem sabia o que era, só queria correr junto. Mas logo perceberam que eu tinha uma qualidade diferente da molecada, e ali começou minha descoberta”, conta Maicosuel. 

Ele iniciou a carreira profissional no Independente de Limeira e, na sequência, atuou pelo Atlético Sorocaba e Paraná Clube. Ao longo dos anos, defendeu clubes de grande expressão no futebol brasileiro, como Cruzeiro, Palmeiras, Botafogo, Atlético Mineiro, Grêmio e São Paulo, além de experiências internacionais na Alemanha, Itália e Dubai. 

“Conquistei alguns títulos, mas dois foram especialmente marcantes pela dificuldade que enfrentei. O primeiro foi a Copa do Brasil de 2014, pelo Atlético Mineiro. Nossa campanha foi uma loucura: viradas impressionantes e jogos em que precisávamos vencer por 4 a 1 para nos classificar — e conseguimos, tanto contra o Corinthians quanto contra o Flamengo. Na final, enfrentamos o Cruzeiro e conquistamos o título. Foi incrível”, relembra. 

Outro momento marcante foi a final da Recopa, quando jogava pelo Grêmio. “Foi uma fase delicada da minha carreira, depois de muitas lesões. Aquele título teve um significado enorme: foi uma forma de aliviar a pressão e provar para mim mesmo que ainda podia estar em um elenco forte”, recorda. 

Hoje, aos 39 anos, Maicosuel não vive mais o cotidiano dos campos. Aproveita a aposentadoria dedicando-se à música com o Grupo Pagode D Milhões, em Cosmópolis, mas mantém viva a paixão pelo esporte que o levou ao estrelato. 

“Uma vez me perguntaram por que eu queria ser jogador. Muitos responderam: ‘para dar uma vida melhor à família, para ter sucesso, para ser conhecido’. A minha resposta foi simples: ‘porque eu amo jogar’. É muito importante que Cosmópolis seja sede, pela primeira vez, da Copa São Paulo, um torneio tão relevante para a base. O trabalho que a FIELD vem fazendo é excelente e mostra o valor da cidade como celeiro de jogadores. Meu conselho para a garotada é aproveitar ao máximo: se divirtam e vivam cada momento”, conclui. 

FOTOS: Arquivo pessoal/Redes sociais/Maicosuel 

Nova geração 

Cosmópolis continua revelando novos talentos para o futebol mundial, como Guilherme Martins dos Santos, de 23 anos, atual meio-campista do Ortiga F.C., em Portugal. O jovem, que iniciou a carreira em clubes como Guarani e Amparo F.C., soma passagens por equipes como União de Tomar, Clube Atlético Riachense e Sporting Clube Celoricense, todos em Portugal, onde reside desde 2022. 

“Aprendi muito nesses quatro anos jogando aqui. Cada treinador, cada equipe técnica me ensinou o valor de cada treino, de cada jogo, e a importância de aproveitar o momento que você está vivendo, pois ele passa rápido. O que fica são os amigos e a história que você construiu em cada clube por onde passou”, afirma Guilherme. 

O amor pelo futebol começou ainda na infância, no bairro Rosamélia II, influenciado pelo avô materno, que o apresentou ao esporte e lhe deu sua primeira chuteira, e pelo pai, que acompanhava suas partidas na garagem de casa. 

Guilherme iniciou os treinos na ASPM aos 9 anos e passou dois anos no Guarani F.C., em Campinas. Aos 13, teve um breve período afastado, mas logo ingressou na escolinha São Caetano, em Artur Nogueira, e, no ano seguinte, no Stars Soccer, em Paulínia. Posteriormente, teve passagem pelo Amparo F.C. e depois pelo Independência F.C., de Limeira. 

A pandemia de Covid-19 interrompeu um dos maiores sonhos de muitos jovens atletas, incluindo Guilherme: disputar a Copinha. Mesmo assim, ele participou de competições de grande relevância em São Paulo e considera essas experiências algumas das melhores da sua trajetória. 

“Em campeonatos como a Copinha, é essencial aproveitar cada momento: cada treino, cada disputa de bola, cada minuto em campo. É a maior competição de base do mundo e passa muito rápido — em menos de um mês, tudo termina. Por isso, meu conselho é: desfrute cada instante, pois ele pode ser precioso. O tempo passa, mas sempre há alguém te observando, empresários, treinadores”, conclui. 

FOTOS: Arquivo pessoal/Guilherme Martins

Copinha em Cosmópolis

Pela primeira vez, o município sediará partidas da competição. O evento deve movimentar o município no início de 2026, atraindo torcedores, visitantes e atenção de todo o país para o futebol local.

Contando com mais de 120 equipes nas últimas as edições, a Copinha já revelou craques que vivem no imaginário popular, como Kaká e Adriano Imperador nos anos 90, Neymar Jr. e Casemiro nos anos 2000, Gabigol e Rodrygo nos anos de 2010, ou, mais recentemente, nos anos 2020, nomes como Endrick e Vitor Roque.

O torneio começa na sexta-feira (02), mas os jogos na cidade ocorrerão a partir do próximo domingo (04), no Estádio Thelmo de Almeida, casa do Cosmopolitano Sports, que também participará do torneio com sua equipe Sub-20. Juntam-se ao clube cosmopolense os times Figueirense (SC), Red Bull Bragantino (SP) e São Luís (MA). As quatro equipes compõem o Grupo 17, um dos 32 da competição.

Confira os horários dos jogos:

A entrada para os jogos é gratuita, porém a Federação Paulista de Futebol (FPF) exige que os torcedores façam o resgate antecipado do ingresso, exclusivamente de forma online, por meio da plataforma oficial.

Para acessar o estádio, todos os torcedores precisam estar cadastrados no sistema e apresentar o ingresso digital no dia da partida. O procedimento é simples:

  1. Acesse o site fpf.soudaliga.com.br

  2. Realize o cadastro na plataforma (caso ainda não possua)

  3. Escolha o jogo desejado e faça o resgate do ingresso gratuito

O acesso ao estádio será permitido somente mediante apresentação do ingresso digital, validado por QR Code. O código disponível na arte oficial direciona diretamente para a plataforma de cadastro e resgate.

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