Cosmopolense cai em golpe do “falso delegado”
Golpistas se passaram por policial e alegaram que vítima conversava com um adolescente

Da redação
Uma moradora de Cosmópolis registrou boletim de ocorrência após cair em um golpe do “falso delegado” envolvendo uma falsa acusação de pedofilia para extorquir dinheiro. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia do município na última sexta-feira (19).
Segundo o relato da vítima, tudo começou quando ela recebeu, através de uma rede social, uma solicitação de amizade de um perfil de uma pessoa aparentemente jovem. Após aceitar o pedido, os dois passaram a trocar mensagens.
A mulher afirmou que, durante as conversas, informou ter 48 anos de idade e estranhou o fato de a outra pessoa não revelar sua idade. Ela também relatou que nunca manteve diálogos de cunho sexual ou impróprio.
Dias depois, a vítima recebeu uma ligação de um homem que se apresentou como delegado de polícia da cidade de Leopoldina (MG). O suposto policial afirmou que o perfil com quem ela conversava pertencia a um adolescente e que os pais do jovem estariam na delegacia acusando-a de pedofilia.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, o criminoso alegou ter analisado as mensagens e concluído que a mulher não havia cometido crime algum. Porém, afirmou que a família do adolescente exigia uma indenização de aproximadamente R$ 2 mil para não levar o caso adiante.
A vítima contou que o golpista chegou a oferecer parcelamento do valor. Assustada com a situação, ela realizou uma transferência via Pix de R$ 400.
Após esse fato, o homem voltou a entrar em contato exigindo mais R$ 240. Desta vez, segundo a vítima, ele alegou que a cobrança teria sido determinada por uma juíza de plantão. Diante da pressão, a mulher realizou uma segunda transferência.
Tempo depois do ocorrido, a vítima percebeu que havia sido enganada. O prejuízo total foi de R$ 640.
A Polícia Civil orientou a vítima a apresentar comprovantes das transferências, números de telefone utilizados pelos golpistas e demais elementos que possam auxiliar nas investigações. O caso foi registrado como estelionato e será apurado.
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