CPFL identifica “gato” de energia em fábrica clandestina de gelo em Cosmópolis
Desvio estava ligado diretamente à rede de distribuição e foi constatado durante operação com apoio da Polícia Civil; local foi descoberto pela GM em condições insalubres

Da redação
A CPFL Paulista identificou um desvio de energia elétrica na fábrica clandestina de gelo descoberta em Cosmópolis na noite de quarta-feira (11). O espaço, localizado na rua Luís Trazacapa, no bairro Cidade Alta, no cruzamento com a rua José Zacarias, foi vistoriado pela Romu da Guarda Municipal, que também constatou condições insalubres no local.
Após a ação inicial da GM, equipes da CPFL, com apoio da Polícia Civil, realizaram uma operação na fábrica. Durante a inspeção, foi identificado que o fornecimento de energia estava sendo feito por meio de ligação clandestina diretamente na rede de distribuição, caracterizando o desvio de eletricidade.
Durante a inspeção, foram encontrados diversos equipamentos utilizados na produção e armazenamento de gelo, incluindo freezers e máquinas de fabricação. Diante da constatação da irregularidade, a Polícia Técnica foi acionada para a realização da perícia e confirmação das evidências. O responsável pelo estabelecimento foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos e foi preso em flagrante.
As equipes da distribuidora realizaram a regularização das medições e irão calcular a quantidade de energia desviada. Os respectivos valores serão repassados pela companhia aos responsáveis pela irregularidade.

Relembre o caso
Na noite de quarta-feira (11), uma operação da ROMU da Guarda Municipal de Cosmópolis, com apoio da fiscalização municipal e do setor de Código de Posturas, descobriu uma fábrica clandestina de gelo que funcionava em condições insalubres. No local, os agentes encontraram máquinas em funcionamento produzindo gelo com água de torneira, sem controle sanitário ou autorização. Durante a vistoria, também foram localizados pinos de entorpecentes, uma balança de precisão e um espaço improvisado que aparentava ser usado como dormitório em condições precárias.


Trabalho da CPFL
Inspeções como essas vêm sendo intensificadas pela concessionária e contam com o apoio das autoridades policiais com o objetivo de coibir ligações clandestinas e manipulações de medidores de energia.
Segundo informações da CPFL Paulista, no ano de 2025, até dezembro, foram 45.831,6 MWh de energia recuperados em toda a área de concessão. A quantidade seria suficiente para abastecer uma cidade de aproximadamente 23 mil casas com quatro moradores durante um ano.
Além de sobrecarregar as redes elétricas, deixando o sistema de distribuição de energia mais suscetível a interrupções no fornecimento, quem comete esse tipo de crime também coloca vidas em risco.
Ainda de acordo com a CPFL, fraudar ou furtar energia é crime previsto no Código Penal, com pena que pode variar de um a quatro anos de detenção. Além disso, os responsáveis devem ressarcir os valores referentes a todo o período em que ocorreu o consumo irregular, acrescidos das devidas multas. As fraudes também impactam toda a sociedade, pois parte das perdas comerciais é considerada nos processos de revisão tarifária definidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
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