15/04/2026

“Eu acho que palavra tem que valer alguma coisa” dispara Trevenzolli sobre dinheiro que era da Educação

“Nós assumimos um compromisso lá atrás” diz vereador ao relembrar promessa de destinação de recursos do Fundeb na venda da URCA

Durante a discussão do Projeto de Lei nº 20/2026, na última sessão da Câmara, o vereador Renato Trevenzolli fez uma das falas mais longas e contundentes da sessão, ao se posicionar contra a mudança na destinação dos recursos da venda da área da URCA.

Resgatando todo o processo de 2021, ele destacou que a venda só foi possível após uma construção coletiva e com respaldo técnico. “Nós conseguimos um parecer favorável dos conselhos para vender aquela área e investir na educação, o dinheiro que fosse arrecadado.” Segundo ele, o valor obtido à época ultrapassou R$ 7 milhões, e o saldo atual poderia estar sendo utilizado para atender demandas reais da rede municipal. “Esse dinheiro poderia estar sendo utilizado para isso. Quero que alguém fale pra mim que não falta vaga em creche em Cosmópolis, que não falta vaga em escola, que nenhuma escola precisa de reforma.”

Em um dos trechos mais fortes da fala, o vereador elevou o tom ao comentar a mudança de postura que, segundo ele, teria ocorrido ao longo dos anos. “Apesar de não estar na base dele, é meu amigo, foi vereador comigo aqui. Tenho certeza que, se a gente apresentasse um projeto desse naquela época, amanhã ele estaria no Ministério Público, porque ele era muito combativo e guerreiro.”

Para Renato, a proposta rompe diretamente com o compromisso firmado no passado. “Nós assumimos um compromisso lá atrás de investir esse dinheiro na educação. Não dá para a gente pagar dívidas com esse recurso.” Ele também criticou a estratégia de utilizar o valor para quitar débitos enquanto se prevê a contratação de empréstimos para construção de escola. “Se nós estamos desfazendo o dinheiro da educação para pagar dívidas, como é que eu vou fazer mais dívidas?”

O vereador ainda condicionou qualquer possibilidade de mudança de posicionamento à manifestação dos órgãos responsáveis pela fiscalização dos recursos educacionais. “A única forma de ter um voto favorável é me apresentar um parecer do Conselho Municipal de Educação e do Conselho do Fundeb.”

Ao final, reforçou que sua posição não tem relação com alinhamento político, mas com responsabilidade na gestão pública. “Aqui não é questão de base ou oposição. É questão de conta pública.” E concluiu com uma declaração que sintetizou seu voto: “Eu acho que palavra tem que valer alguma coisa, e nós nos comprometemos lá atrás.”

Veja o momento da fala:

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