Liderar, ouvir e cuidar: o modelo de gestão do Capitão André à frente da Polícia Militar
Com foco na valorização da tropa, saúde mental e proximidade com a comunidade, comandante da 3ª Companhia aposta na liderança humanizada para fortalecer a segurança pública na região.

Da redação
Em um cenário de redução do efetivo policial e aumento das demandas de segurança pública, comandar uma companhia da Polícia Militar vai muito além de coordenar viaturas e operações. À frente da 3ª Companhia do 19º Batalhão, responsável pelo policiamento de Cosmópolis e Artur Nogueira, o Capitão André acredita que o principal papel de um líder é cuidar das pessoas que estão na linha de frente.
O desafio de manter a tropa motivada
Com aproximadamente 72 policiais sob seu comando, o capitão define a motivação da equipe como um dos maiores desafios da função.
Nos últimos anos, a corporação tem enfrentado uma realidade comum em diversas áreas da segurança pública: o aumento das aposentadorias e a diminuição do interesse dos jovens pela carreira policial.
Isso faz com que muitos profissionais precisem assumir mais responsabilidades e lidar com jornadas cada vez mais exigentes.
Diante desse cenário, o comandante aposta em reconhecimento, diálogo e valorização profissional como ferramentas para manter o engajamento da equipe.
A importância de ouvir quem está na rua
Uma característica frequentemente associada ao Capitão André é a disposição para ouvir os policiais que atuam diariamente no patrulhamento.
Segundo ele, embora os sistemas de inteligência e os indicadores criminais sejam importantes, a experiência prática dos policiais muitas vezes revela detalhes que os números não conseguem mostrar.
São informações sobre horários, locais de incidência criminal e comportamentos observados durante o patrulhamento que ajudam a definir estratégias mais eficientes de policiamento.
Para o comandante, liderar não significa apenas dar ordens, mas também estar disposto a ouvir sugestões e compreender as dificuldades enfrentadas pela equipe.
Saúde mental como prioridade
Outro tema que recebe atenção especial do oficial é a saúde mental dos policiais.
A profissão expõe os agentes diariamente a situações de violência, acidentes graves, conflitos familiares e outras ocorrências emocionalmente desgastantes.
Por isso, Capitão André afirma buscar alternativas para oferecer apoio aos profissionais, inclusive aproximando a corporação de psicólogos e instituições que possam contribuir com esse trabalho.
O objetivo é criar um ambiente em que os policiais se sintam acolhidos e tenham espaço para buscar ajuda quando necessário.
Segurança pública construída em conjunto
Além do trabalho interno, o comandante defende que a segurança pública depende da participação ativa da sociedade.
Ele destaca a importância dos Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs), espaços onde moradores podem apresentar demandas, apontar problemas e colaborar com as forças de segurança.
Questões como iluminação pública, infraestrutura urbana e ocupação de espaços públicos, segundo ele, também influenciam diretamente nos indicadores de criminalidade.
Uma gestão voltada para resultados
Desde que assumiu a companhia, Capitão André tem trabalhado para reduzir indicadores criminais e aperfeiçoar a estrutura da unidade policial.
Entre as prioridades está o estudo dos índices de homicídio na região, considerado por ele um dos desafios mais importantes para os próximos anos.
Ao mesmo tempo, busca melhorias para oferecer mais qualidade de vida aos policiais militares que atuam diariamente em Cosmópolis e Artur Nogueira.
A combinação entre gestão, valorização humana e presença operacional tem sido a marca do trabalho desenvolvido pelo comandante, que acredita que uma tropa motivada é o primeiro passo para uma cidade mais segura.
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