Secretaria de Educação de SP se manifesta sobre caso de injúria racial em escola de Cosmópolis
Órgão informou que responsáveis pelo aluno foram convocados e que atendimento psicológico foi disponibilizado à profissional envolvida

Da redação
A Unidade Regional de Ensino (URE) de Limeira se manifestou sobre o caso de injúria racial registrado na Escola Estadual Célio Rodrigues Alves, no bairro Parque das Andorinhas, em Cosmópolis, envolvendo um aluno de 16 anos.
De acordo com as informações, o estudante teria proferido ofensas de cunho racista contra uma colaboradora da unidade após ser repreendido por sair da sala de aula sem autorização.
Em nota divulgada pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), o órgão informou que, após o ocorrido, os responsáveis pelo aluno foram convocados pela direção da escola para ciência do caso e adoção das medidas disciplinares cabíveis.
Ainda segundo a pasta, um profissional do programa Psicólogos nas Escolas foi designado para prestar atendimento à colaboradora vítima. Confira a nota na íntegra:
“A Unidade Regional de Ensino (URE) de Limeira repudia qualquer forma de discriminação e reafirma o compromisso com políticas públicas antirracistas. Os responsáveis pelo aluno foram convocados pela direção da escola, para ciência e medidas disciplinares cabíveis.
Um profissional do programa Psicólogos nas Escolas foi designado para atender a docente, enquanto a equipe regional do Conviva apoiará a unidade na intensificação de ações de conscientização e combate ao racismo junto aos alunos.
A URE Limeira e a unidade escolar permanecem à disposição da comunidade para eventuais esclarecimentos”.
A ocorrência de injúria racial foi registrada na Polícia Civil na segunda-feira (6). De acordo com o boletim de ocorrência, o estudante teria saído da sala para ir ao banheiro sem autorização.
Diante da má conduta, ele foi orientado pela funcionária a comparecer à gestão escolar antes de retornar à classe, “com o objetivo de regularizar a ocorrência, manter a organização e a disciplina do ambiente pedagógico”, conforme relato da colaboradora.
Após o ocorrido, o adolescente passou a se referir a ela com expressões como “macaca”. O insulto foi proferido na presença de uma professora e de outra aluna, sem que a vítima estivesse no local naquele momento.
A educadora repreendeu a atitude e comunicou o ocorrido à funcionária, que formalizou a denúncia na Delegacia de Polícia do município.
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