Sucesso na Feira Livre: Conheça a mente por trás do Festival de Fatias em Cosmópolis
Aos 26 anos, Joyce Cristina ganha visibilidade na confeitaria local e forma filas ao levar, todas as noites de quarta-feira, sua barraca de bolos para a Praça do Coreto

“Em uma rotina corrida, onde todos precisam de uma pausa para desacelerar, descansar e se reconectar, nada melhor que um docinho para ajudar”
Raquel Santana
Quem passa pela Praça do Coreto durante as noites de quarta-feira presencia uma cena instigante: um aglomerado de pessoas no centro da praça ao redor de uma barraca rosa, que se destaca em meio às tantas outras presentes na Feira Livre. Curiosas, algumas questionam: “será que é bom mesmo?”. Outras afirmam: “venho toda semana para comprar”.
A fila se forma antes mesmo da montagem da estrutura, que começa por volta das 18h. Às 17h40, o público já disputa as senhas, que garantem os pedidos mais requisitados. Quando os produtos finalmente chegam, tornam-se vitrine para fotos e comentários.

É isso que a jovem Joyce Cristina Venancio Filo, de apenas 26 anos, tem causado no público cosmopolense desde o início deste ano com o Festival de Fatias. O modelo de negócio, que se torna cada vez mais comum em diversas partes do Brasil, chegou à feira notura em 4 de fevereiro, data em que Joyce montou sua barraca pela primeira vez e passou a ganhar fama por toda a cidade.
“Na nossa primeira feira, vendemos todas as fatias de bolo. Fiquei extremamente emocionada, pois era um dia de chuva e com pouco fluxo. No segundo festival, já havia fila nos esperando, e as fatias esgotaram em 2 horas”, conta.
Foi na terceira noite que Joyce percebeu: era um sucesso. Segundo a confeiteira, outras profissionais da cidade replicaram o modelo, e novos festivais surgiram depois que a ideia chegou a Cosmópolis.
“Mesmo com a concorrência, nossa barraca continuava com fila; os clientes elogiavam e voltavam para comprar mais. As pessoas realmente gostavam, e tudo estava fluindo. Naquela noite, cheguei em casa e chorei de alegria. Era um misto de sentimentos e uma única certeza: Deus estava presente em cada detalhe dessa história”.



O festival é fruto de uma produção que começa com antecedência, ainda no domingo. Isso porque a jovem concilia o projeto com um trabalho fixo como gerente de loja, também em Cosmópolis. A preparação dos doces ocorre em sua casa, sempre no período da noite, de domingo a quarta, quando Joyce finaliza a decoração. Na linha de produção, ela atua sozinha. Já na feira, conta com o apoio do marido, de um ajudante e dos demais feirantes, que mantêm uma rede de auxílio mútuo.
“Para o festival, hoje conto com a ajuda de três colaboradoras: duas no atendimento e uma nas filmagens e suporte. Ao todo, são seis pessoas fixas para que tudo ocorra da melhor forma. Todas as feiras são únicas, sempre com um público maravilhoso, mas houve uma pessoa especial: a Tauane. Ela acreditou em mim desde o início. No primeiro festival, estava chovendo e pensamos que não teria público, mas ela se manteve positiva e orando para que tivéssemos clientes”, relata Joyce.

“Hoje, produzimos cerca de 9 bolos, que somam pouco mais de 100 kg. Vendemos, em média, 190 fatias por feira, e elas se esgotam em cerca de 1h30. Temos sabores queridinhos, como Kinder Bueno e bombom de morango, e não podemos esquecer do bolo pudim. Também temos um sabor exclusivo de Stikadinho com chocolate, uma releitura de uma receita de família: cocada de abacaxi” – Joyce
A escolha da feira na Praça do Coreto foi estratégica já que, além de facilitar o acesso do público por acontecer no período noturno, criou um compromisso no meio da semana para os amantes da confeitaria. “Em uma rotina corrida, onde todos precisam de uma pausa para desacelerar, descansar e se reconectar, nada melhor que um docinho para ajudar. Manteremos o festival às quartas-feiras na feira noturna de Cosmópolis e também iremos expandir para a feira de domingo em Artur Nogueira”.
Da ideia à concepção
O projeto foi idealizado por Joyce no início de 2025. Naquele momento, a jovem dedicava grande parte do dia ao trabalho fixo, o que a impedia de dar atenção à sua família, especialmente à filha, então com 1 ano. A confeitaria, contudo, já era parte de sua vida: desde os 15 anos ela carrega bagagem na profissão.
“Iniciei na confeitaria aos 15 anos. Na época, vendia trufas e bolos no pote para ter uma renda extra, mas, depois de um ano, consegui um emprego fixo e dei uma pausa. Continuei fazendo bolos e sobremesas para família e amigos apenas por prazer. Estar na cozinha me acalmava e sempre me deixava feliz”, explica.
O medo era um empecilho, mas o sonho de ter o próprio negócio foi a motivação necessária para que Joyce iniciasse um estudo de viabilidade. “Eu nunca iria saber se não tentasse”, afirma.
O começo na feira foi simples. Com orientação e autorização da prefeitura, apoio do fiscal e as boas-vindas dos demais feirantes, Joyce tirou do papel seu tão almejado sonho. Hoje, além do sucesso do projeto, o plano caminha para se tornar algo maior, que permitirá Joyce viver exclusivamente da confeitaria, dedicar-se à sua família e ajudar outras mulheres que almejam conquistar a independência financeira.
“É um sonho lindo, ao qual me dedico cada dia mais. Vou reunir todo o aprendizado dos mais de dez cursos que já concluí para criar algo único e ajudar outras mulheres a conquistarem independência financeira e, principalmente, tempo para o que é mais precioso: a família”, conclui Joyce.
FOTOS: Portal ON
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