Vereadores questionam atuação da Promoção Social em Cosmópolis
“Se é uma secretaria que não precisa atender, então não precisa de uma secretaria” disparou Jackson Teixeira após falta de atendimento a morador de rua no fim de semana

Da redação
A Câmara Municipal de Cosmópolis discutiu na sessão ordinária realizada de forma online nesta terça-feira (7), a atuação do poder público no atendimento a pessoas em situação de rua. O tema foi levado ao plenário pelo vereador Jackson Teixeira, que apresentou requerimento solicitando informações detalhadas ao Executivo sobre como o serviço é prestado no município.
O foco do questionamento está na ausência de atendimento contínuo, especialmente aos fins de semana. Segundo o parlamentar, a demanda é recorrente fora do horário administrativo, sem resposta clara por parte da estrutura pública.

Ao justificar o pedido, Jackson afirmou: “Moradores de rua — esse é um problema que vejo muito no fim de semana, pessoas procurando lugar para passar a noite para dormir. E são seres humanos, mesmo sendo pessoas que estão nas ruas, são pessoas que precisam de dignidade. Assim como cobro em outros setores, também quero mandar esse requerimento e reforçar a questão de que tenha uma pessoa responsável por essa área para responder de fim de semana”.
O vereador também relatou uma situação recente e questionou a atuação da pasta responsável: “Tinha uma situação neste fim de semana que o cidadão estava machucado, precisando de um lugar para ir e a Promoção Social é para isso. Se não for para atender esse tipo de caso, não precisa de uma Promoção Social. Se é uma secretaria que não precisa atender, então não precisa de uma secretaria”.
Jackson ainda reforçou a função do poder público diante desse tipo de demanda: “Acho que a secretaria de Promoção Social é para atender principalmente pessoas que estão nessa situação, vulnerável. Não quero atacar ninguém, só acho que tem que ter uma pessoa pronta nessa área aos fins de semana para reportarmos. Aparece uma situação dessa no fim de semana e a gente faz o quê? Liga para um, para outro e poxa vida, são vidas né? E se está na vida pública é para atender. Se não for assim, a gente tem que trabalhar na iniciativa privada. Esse é meu requerimento”.

Durante a discussão, o vereador e guarda municipal Fábio Teixeira pediu aparte e reforçou a importância do tema, destacando uma confusão recorrente sobre as atribuições da Guarda Municipal: “Sempre acham que é uma demanda da Guarda Municipal, que a demanda dos moradores é da segurança pública. E a gente cansa de falar, cobra o órgão competente, explica que a Guarda é instrumento auxiliar que vai levar proteção para os servidores públicos que devem atuar nessa demanda”.

Na sequência, o vereador André Capatto mencionou a possibilidade de já existir um responsável de plantão: “Parece que existe uma pessoa que recebe o plantão, e se recebe o plantão tem que atuar. Temos que verificar quem é essa pessoa que recebe e (colocar ela para) atuar”.
Diante da colocação, Jackson voltou a se manifestar: “Por que se recebe por isso também. É pior ainda, eu não sabia que tinha essa pessoa responsável recebendo. Não é pessoal, mas são situações que precisam tratar na Promoção Social”.
O requerimento agora segue para o Executivo, que deverá informar como está estruturado o atendimento à população em situação de rua, quais protocolos são adotados e se há, de fato, escala de plantão ativa para esse tipo de ocorrência.
Confira a discussão completa:
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