13/08/2025

Acusado de matar ex-mulher em Engenheiro Coelho tem prisão preventiva decretada

Elânia Augusto de Freitas, de 29 anos foi assassinada a facadas em 12 de junho

Wagner Luan 

A Justiça decretou a prisão preventiva — por tempo indeterminado — de Jorge Luis Nunes de Sousa, acusado de matar a facadas a ex-companheira na noite de 12 de junho, em Engenheiro Coelho. Elânia Augusto de Freitas, de 29 anos, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã do dia 13.

O ex-marido teria desferido golpes de faca no peito e no abdômen da vítima, fugindo do local após o crime. Elânia foi socorrida em estado grave e levada inicialmente ao Pronto Atendimento Imediato (PAI).Em seguida, foi transferida para a Santa Casa de Limeira, onde faleceu.

O acusado foi localizado cerca de 24 horas após o crime, escondido em Cosmópolis. Ele se apresentou ao plantão policial da cidade e, como já havia um mandado de prisão temporária expedido, acabou detido.

Após a prisão, investigadores da Delegacia de Engenheiro Coelho colheram provas materiais, confirmando a gravidade do caso. A Polícia Civil então solicitou a conversão da prisão temporária em preventiva.

Em sua decisão, o juiz André Acayaba de Rezende destacou a periculosidade do acusado e a gravidade do crime. “Tratando-se de homicídio majorado, que supostamente teria sido presenciado pela filha do casal, e que teria sido praticado por golpes com arma branca (faca), motivado por ciúmes, por não se conformar com o fim do relacionamento, o que aponta para o risco considerável para toda a população, ante a periculosidade e ânimo violento do réu, ainda mais que a filha do casal será ouvida por meio de depoimento especial, sendo a prisão necessária também para seu resguardo”, afirmou.

O magistrado ressaltou ainda que medidas cautelares não seriam suficientes e que, caso solto, o acusado poderia intimidar testemunhas. “A prisão do autuado é medida que se impõe, em especial, para assegurar a aplicação da lei penal, figurando-se inadequada e insuficiente a imposição de outras medidas cautelares diversas da prisão. A prisão é necessária, ainda, para assegurar o adequado deslinde da instrução penal, evitando que o acusado, pessoa de elevada periculosidade e comportamento violento, possa intimidar as testemunhas.”

Jorge Luis Nunes de Sousa permanecerá preso durante o inquérito e deverá ir a júri popular.

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