19/06/2017

Holambra figura entre municípios com maior tendência de crescimento populacional

Especialista chama atenção para falta de planejamento a longo prazo

Leonardo Saimon

Projeções feitas pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e sistematizadas pelo Observatório Metropolitano de Indicadores da Região (OMI) apontam quantos habitantes Holambra terá em 2030. O resultado mostrou que a ‘Cidade das Flores’ figura entre os municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC) com maior tendência de crescimento populacional. Apesar do aumento no número de residentes, daqui a 13 anos Holambra manterá o segundo menor número real de habitantes, ficando atrás somente de Morungaba (SP).

No dia primeiro de julho de 2016, a Estância Turística de Holambra contabilizou 13.335 moradores. Em 2030, este número deve ser de 16.536. O aumento em percentual representa 24% de variação e coloca o município entre as três cidade da região com tendência de crescimento. A cidade só perde para Engenheiro Coelho (26,52%) e encosta em Paulínia (24,24%). O aumento percentual de toda a RMC é bem inferior ao do município e gira em torno de 12,54%. Estima-se que a Região de Campinas tenha 3,4 milhões de habitantes em 2030 ante os 3 milhões registrado ano passado.

18194994_774984799346041_2517584647795798927_n-1494615699

Para chegar a esta conclusão, a Seade leva em consideração taxas referentes a fecundidade, mortalidade e migração no crescimento populacional, permitindo a construção de hipóteses de projeções seguras e eficazes.

Ainda segundo a projeção, o município terá 8.343 homens e 8.193 mulheres. Atualmente, o maior número de pessoas tem idade de 30 a 34 anos. Já em 2030, os adultos atingirão em sua maioria de 35 a 40 anos. Além disso, a quantidade de idosos acima dos 60 anos deve praticamente duplicar. Caso isso aconteça, o município terá 2.927 pessoas na terceira idade ante as 1.486, presentes nos dias de hoje.

Sem planejamento 

Para o professor Dimas Gonçalves, do Curso de Especialização em Gestão Pública da PUC -Campinas, os impactos desse crescimento afetam diretamente os serviços e demandas públicas.

“Não há Prefeitura que consiga dar contas das demandas sociais. Agora, não é só saber do crescimento da população. Mas para onde está indo essa população. A população está envelhecendo? Qual é a idade média dos habitantes que estão na cidade?”, elenca Gonçalves.

“Porque há algum tempo atrás, nós pensávamos que precisaríamos ter muitas creches dentro dos municípios. Só que a taxa de natalidade vem caindo e ao mesmo tempo que nós estamos envelhecendo. Em vez de creche, você tem que ter instrumentos para a terceira idade. Então, isso tem que ser avaliado”, pontua.

O especialista critica a falta de planejamento dos municípios a longo prazo. Segundo ele, os Executivos municipais trabalham com “demandas de balcão” e só atendem demandas sociais com prazos curtos.

“As Prefeituras não tem planejamento estratégico. As Prefeituras não conseguem pensar além do seu tempo de governo. Esses planos são muito ridículos, esses planos são muito frágeis. Fracos! As Prefeituras não fazem, nem pequenas, nem médias”, frisa Gonçalves.

Essas projeções populacionais, segundo o Seade, entram ainda no cálculo de vários indicadores econômicos e sociais, como, por exemplo, PIB per capita, taxa de participação no mercado de trabalho e leitos por mil habitantes, utilizados para avaliar e monitorar o grau de desenvolvimento de uma região geográfica e os esforços do governo para atender às demandas da sociedade.

 Clique e veja as projeções completas para Holambra

……………………………………..

Tem uma sugestão de reportagem? Clique aqui e envie para o Portal Holambrense.


Comentários

Não nos responsabilizamos pelos comentários feitos por nossos visitantes, sendo certo que as opiniões aqui prestadas não representam a opinião do Grupo Bússulo Comunicação Ltda.