Casos de estelionato chegam a 45 em Jaguariúna e quatro ocorrências são registradas em dois dias
Golpes envolvem falsas vendas, prêmio inexistente e fraude digital

Ana Clara Diogo
Os casos de estelionato continuam crescendo em Jaguariúna. De acordo com levantamento do Portal ON, o município já soma 45 registros desse tipo de crime apenas neste ano. Somente entre terça-feira e quarta-feira, quatro novas ocorrências foram registradas.
O primeiro caso ocorreu no início da tarde desta terça-feira (3) e teve como vítima uma jovem de 19 anos. Segundo o boletim de ocorrência, ela manteve contato pelo WhatsApp com um número que anunciava a venda de uma motocicleta. Durante a negociação, o suposto vendedor solicitou dados pessoais, como nome, RG e endereço.
Em seguida, informou que o veículo seria entregue por guincho e encaminhou outro contato, indicando um suposto gerente da loja. Esse segundo interlocutor pediu que a vítima realizasse o pagamento de uma taxa de R$ 6 via PIX para liberar um link com a localização do transporte por GPS.
Após efetuar o pagamento e acessar o link enviado, a jovem percebeu comportamento suspeito no celular. Pouco depois, constatou que aplicativos bancários haviam sido desinstalados e que R$ 1.260 foram transferidos de sua conta do Banco Bradesco por meio de PIX.
O segundo caso foi registrado no fim da tarde da terça-feira (3). Um homem de 65 anos relatou ter recebido uma ligação informando que havia sido sorteado e ganhado R$ 50 mil. Para liberar o suposto prêmio, o golpista exigiu o pagamento antecipado de R$ 3 mil. A vítima realizou a transferência, mas não recebeu mais nenhum contato posteriormente.
O terceiro caso ocorreu nesta quarta-feira (4), por volta das 11h. Um homem de 33 anos relatou que recebeu uma mensagem no WhatsApp de alguém que se identificava como funcionário de uma empresa de internet. O golpista utilizava como foto de perfil o logotipo da empresa e solicitava o pagamento da conta de internet por meio de transferência PIX para um CNPJ.
A vítima desconfiou da abordagem e não realizou o pagamento, informando que costuma quitar a fatura apenas pelos canais oficiais da empresa.
Já a quarta ocorrência teve como vítima um homem de 66 anos. Ele relatou ter comprado uma peça automotiva de uma suposta empresa localizada no Estado do Rio Grande do Sul. Inicialmente, tentou efetuar o pagamento em duas parcelas no cartão de crédito, mas não conseguiu. Em seguida, o vendedor forneceu uma chave PIX, utilizada pelo comprador para realizar o pagamento.
Após a confirmação da transferência, o vendedor informou que uma transportadora entraria em contato para tratar do envio da peça e fornecer o código de rastreio. No entanto, ao tentar obter informações posteriormente, o comprador percebeu que havia sido bloqueado e não conseguia mais contato com o suposto vendedor.
Segundo o relato, os próprios interlocutores encaminharam um código sob a justificativa de que seria necessário para acessar o rastreamento da mercadoria. Ao clicar no link, surgiu no celular a solicitação de reconhecimento facial, sendo capturada sua imagem de forma imediata.
Pouco depois, a vítima constatou que um empréstimo no valor de R$ 19.998,98 havia sido realizado em sua conta bancária sem autorização. Ele afirma desconhecer como a operação foi efetuada e que não autorizou a contratação do crédito.
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