A Polícia Civil de Jaguariúna esclareceu, ao longo do final de semana, as circunstâncias que envolveram o desaparecimento de Ramon Luporini de Faria Motta, registrado nas primeiras horas da manhã de quinta-feira (27) no município.
Assim que tomou conhecimento do caso, a equipe de investigadores iniciou diligências para reconstruir os últimos passos da vítima. Conforme apurado, Ramon havia informado ao pai que seguiria até a residência do tio em Jaguariúna, após ter sido convidado por ele.
Durante as buscas no imóvel, os policiais localizaram a motocicleta da vítima, uma CG 150, estacionada no local. No interior da residência, foram identificados vestígios de sangue em diferentes pontos, o que levantou forte suspeita de que algo grave teria ocorrido ali.
A área foi imediatamente isolada para preservação da cena e acionamento do Instituto de Criminalística. O exame pericial confirmou a presença de sangue humano, reforçando a linha investigativa de crime violento.

Conduzido à unidade policial para prestar esclarecimentos, o tio de Ramon inicialmente apresentou versões contraditórias. No entanto, ao longo do depoimento, ele confessou ter arquitetado uma emboscada contra o próprio sobrinho.
Segundo declarou, vinha sofrendo ameaças por parte de Ramon, assim como sua mãe e sua irmã. Ele também relatou que o padrasto da vítima também estava sendo intimidado. Diante desse cenário, o suspeito afirmou ter combinado com o padrasto de Ramon e um amigo para que ambos estivessem em sua casa no momento em que Ramon chegasse, com o objetivo de lhe dar um “susto”.
De acordo com a confissão, os dois homens estavam armados e tentaram render Ramon assim que ele entrou no imóvel. A vítima reagiu e acabou sendo dominada. Daniel relatou que as agressões fugiram do controle e que Ramon foi retirado do local ainda com sinais vitais, colocado em um veículo e levado para destino desconhecido.
Horas depois, conforme o depoimento, o corpo teria sido abandonado em área rural. A partir dessas informações, a Guarda Municipal foi acionada e iniciou patrulhamento em regiões afastadas. O cadáver foi localizado em um canavial, em área já fora dos limites de Jaguariúna.
Familiares realizaram o reconhecimento por meio das tatuagens da vítima, considerando que o corpo apresentava sinais de carbonização.
No momento da localização, o suspeito ainda permanecia na unidade policial. Já os outros dois investigados não foram encontrados. A arma mencionada no depoimento e o veículo utilizado também não foram localizados.
Diante dos elementos reunidos, a Autoridade Policial representou pela decretação da prisão temporária dos três envolvidos pelo prazo de 30 dias, para aprofundamento das investigações sobre os crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
A Polícia Civil segue com as diligências para capturar os investigados foragidos e concluir o inquérito que apura o caso.
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