No Dia Nacional do Vôlei, jovem atleta da equipe de Jaguariúna celebra oportunidade de jogar nos EUA
Aos 17 anos, Luna Sophia Lopes transforma sonho iniciado durante a pandemia em chance de atuar no exterior e buscar uma bolsa de estudos internacional

Ana Clara Diogo
Neste sábado, quando é celebrado o Dia Nacional do Vôlei, a história de Luna Sophia Lopes, de 17 anos, ganha destaque como exemplo de dedicação e perseverança no esporte. Moradora de Pedreira e atleta com passagem pelas equipes de Jaguariúna, a jovem recebeu a oportunidade de viajar aos Estados Unidos para participar do Camp International Volleyball Performance, promovido pelo GSI Institute, onde disputará competições e buscará uma bolsa de estudos por meio do voleibol.
A trajetória de Luna começou em 2021, durante a pandemia da Covid-19. Na época, com apenas 12 anos, ela aceitou o convite da avó para conhecer o esporte sem imaginar que aquele primeiro contato mudaria sua vida.
“Minha avó perguntou se eu queria jogar vôlei mais por hobby para ver como era. Ela disse que, se eu não gostasse, poderia parar. Mas já no primeiro dia eu peguei um amor extremo pelo vôlei”, relembra.
Desde então, a atleta passou a se dedicar intensamente aos treinamentos e nunca mais se afastou das quadras. O esforço e a disciplina abriram portas para uma experiência internacional que pode representar um passo importante em sua carreira esportiva e acadêmica.
A oportunidade surgiu por meio do técnico Paulo, que também recebeu um convite para atuar nos Estados Unidos e poderia indicar atletas interessadas em participar do projeto.
“Quando soube da chance, fiquei extremamente feliz e animada. São poucas atletas que recebem uma oportunidade tão grande de jogar e treinar fora do país”, conta Luna.
Até o momento, além de Luna Sophia Lopes, também estão confirmadas para participar do Camp International Volleyball Performance as atletas Nicolly Cazarin, Júlia Assis e Mariane Moura, que embarcarão juntas nessa experiência esportiva e acadêmica internacional.
Apesar da empolgação, a jovem reconhece que existem desafios pela frente. O principal deles é reunir os recursos financeiros necessários para custear a viagem.
“É um valor muito alto e para minha família é complicado conseguir esse dinheiro. Além disso, também preciso continuar evoluindo no esporte e melhorar meu inglês”, afirma.
A confiança de Luna em seu potencial não é recente. Em 2024, durante a disputa da Taça Paraná pelo Clube Regatas, de Campinas, ela viveu um momento marcante ao ser observada por uma integrante da comissão da seleção brasileira.
Segundo a atleta, a profissional demonstrou interesse em seu desempenho, destacando seu potencial em meio a dezenas de equipes participantes da competição.
“Naquele momento eu percebi que nada era impossível. Eu sempre dizia para meus pais que um dia defenderia a seleção brasileira. Só de ela ter visto meu potencial já fiquei muito feliz”, lembra.
Para outros jovens que sonham em seguir carreira esportiva fora do país, Luna deixa uma mensagem de incentivo.
“Vá atrás desse sonho, porque a gente nunca sabe o dia de amanhã. Se você tem uma oportunidade para jogar em outro país, não pense duas vezes. Às vezes é difícil conseguir o dinheiro necessário, mas não desista, porque se desistir não vai conseguir mesmo.”
A possibilidade de atuar nos Estados Unidos representa a realização de um objetivo construído ao longo de anos de dedicação e também uma conquista compartilhada com a família.
“Sempre falei para eles que queria jogar fora do país, fazer intercâmbio, estudar e jogar ao mesmo tempo. Quando surgiu essa possibilidade, minha família me apoiou muito. Isso me emociona, porque percebi que eles estarão ao meu lado em qualquer sonho que eu quiser realizar”, conclui.
