Pesquisa de estudante da UniFAJ e Embrapa avalia controle de plantas daninhas em lavouras de amendoim
Estudo desenvolvido em Jaguariúna analisou estratégias para controlar mamona e mucuna-preta, espécies que podem prejudicar a produtividade do amendoim

Redação
Uma pesquisa desenvolvida por uma estudante do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), em parceria com pesquisadores da Embrapa, avaliou estratégias para o controle de plantas daninhas que podem afetar o cultivo de amendoim. O estudo foi realizado em uma área experimental da Embrapa Meio Ambiente, em Jaguariúna.
O trabalho foi desenvolvido por Luana de Oliveira, estudante do 8º semestre de Engenharia Agronômica da UniFAJ, em conjunto com os pesquisadores Augusto Guerreiro Fontoura Costa e Valdinei Sofiatti. A pesquisa analisou diferentes combinações e momentos de aplicação de herbicidas para o controle da mamona e da mucuna-preta na cultura do amendoim.
As duas espécies são consideradas de difícil controle e podem competir com o amendoim por recursos, além de interferirem na colheita e na qualidade do produto. O estudo avaliou a associação de herbicidas aplicados em pré-emergência com diferentes opções utilizadas em pós-emergência.
As avaliações foram realizadas aos 11, 25 e 39 dias após a aplicação dos tratamentos. Os pesquisadores analisaram o percentual de controle das plantas daninhas em cada uma das estratégias testadas.
No caso da mamona, os maiores níveis de controle foram observados quando os herbicidas aplicados em pré-emergência foram associados ao uso de imazapic ou da combinação de bentazon + imazamox em pós-emergência. Em algumas das estratégias avaliadas, o controle da planta daninha foi superior a 82%.
Para a mucuna-preta, os melhores resultados foram registrados com a combinação dos herbicidas utilizados em pré-emergência e a aplicação de imazapic em pós-emergência.
Segundo Luana, a pesquisa pode contribuir para ampliar as informações disponíveis aos produtores sobre o manejo dessas espécies.
“A mamona e a mucuna-preta são plantas invasoras de difícil controle na cultura do amendoim. Além de competirem com a cultura e poderem provocar perdas de produtividade, sua presença pode interferir na colheita e no produto”, explicou a estudante.
A pesquisa também tem relevância para o estado de São Paulo, que, segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA), respondeu por 80% da produção nacional de amendoim na safra 2025/26.
Pesquisa começou no primeiro ano da graduação
Luana iniciou a participação em pesquisas científicas ainda no primeiro ano da graduação, como bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Desde então, desenvolve atividades sob orientação de Augusto Guerreiro Fontoura Costa.
Os resultados do estudo foram apresentados pela estudante em formato de pôster durante o XXXIV Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas, evento que reuniu pesquisadores e profissionais da área.
Para Luana, a participação no congresso também representou uma oportunidade de apresentar os resultados da pesquisa e conhecer outros trabalhos desenvolvidos na área.
O estudo realizado em Jaguariúna amplia as informações sobre estratégias de manejo de plantas daninhas na cultura do amendoim e pode contribuir para futuras decisões relacionadas ao controle dessas espécies no campo.

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