28/10/2025

Restauração da Igreja Matriz de Jaguariúna resgata a história e a fé da cidade

Obra coordenada por comissão de voluntários preserva o marco zero do município, com apoio da comunidade

Daniel Sabino

No coração de Jaguariúna, um importante símbolo da fé e da história local está passando por um processo de renovação. A antiga Igreja Matriz de Santa Maria do Jaguari, construída entre 1889 e 1894, está sendo restaurada após mais de um século de existência. O templo é considerado o marco de fundação da cidade, e seu restauro mobiliza moradores e voluntários.

Segundo Tomás, integrante da Comissão de Obras responsável pela restauração, o local representa um verdadeiro tesouro para os jaguariunenses. “Trata-se de um patrimônio histórico, artístico e arquitetônico que representa o marco de fundação da cidade. Jaguariúna começou com a construção desta capela, erguida pelo coronel Amâncio Bueno, fundador do município”, explicou.

A inauguração da capela, em janeiro de 1895, foi marcada por uma grande celebração. “Na época, houve festa, orquestra, a presença de músicos da família Gomes e até horários especiais de trens da Companhia Mogiana. Esse foi o ponto de partida de toda a história de Jaguariúna”, relembra Tomás.

A restauração da matriz começou em maio de 2024, sob a coordenação do padre Ademir Bernardelli e de uma comissão formada por três cidadãos. O trabalho vem sendo mantido com recursos arrecadados pela própria comunidade, por meio de jantares, sorteios, doações e o tradicional leilão de garrotes da festa de São Sebastião. “O orçamento inicial era de R$ 1.050.000,00, mas nem todo o valor foi arrecadado. Até agora, já foram investidos entre R$ 350 e R$ 400 mil, com uma despesa mensal de cerca de R$ 30 mil”, detalha o integrante da comissão.

Entre as etapas já realizadas estão a restauração do telhado metálico original, o reforço do madeiramento, descupinização, limpeza e tratamento do forro, além da recuperação do reboco, feita de forma tradicional, com areia, cal e caco de telha moído, seguindo as orientações de órgãos de patrimônio histórico.

A próxima fase será a restauração da torre, uma das etapas mais complexas e caras do projeto. “Só o aluguel dos andaimes especiais custará cerca de R$ 30 mil por mês, sem contar transporte e montagem. Essa etapa deve ultrapassar os R$ 100 mil de investimento”, explica Tomás.

Para que o trabalho continue, a comissão faz um apelo à população e às empresas locais. “Pedimos que todos se sensibilizem com a grandeza dessa obra. É um pedaço da nossa história que está sendo preservado. Cada contribuição faz diferença”, reforça o voluntário.

As doações podem ser feitas por Pix (Restauro Marco Zero), depósito em conta, carnês mensais ou cofre disponível na nova matriz. Quem quiser acompanhar o andamento das obras e saber como contribuir pode seguir as redes sociais do projeto: Instagram e Facebook (@restauromatrizcentenaria).

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