26/08/2026

Tempo seco pode agravar problemas respiratórios e de pele em cães e gatos

Baixa umidade do ar favorece desidratação, irritações e doenças respiratórias; veterinária da UniFAJ orienta tutores sobre como proteger os pets

Redação

O período de baixa umidade do ar exige atenção também com a saúde dos animais de estimação. Cães e gatos podem apresentar ressecamento das mucosas, irritações nas vias respiratórias, problemas dermatológicos e maior risco de desidratação.

De acordo com Aline Ambrogi, docente de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), o ar seco compromete a proteção natural das vias respiratórias. O quadro pode agravar doenças preexistentes, especialmente em animais que já apresentam problemas respiratórios ou outras condições crônicas.

Entre os sinais que podem surgir estão ressecamento do focinho, olhos e coxins, tosse e irritação das vias respiratórias. A baixa umidade também pode favorecer conjuntivites, dermatites e coceiras. Em animais predispostos, o período pode contribuir para crises de bronquite, asma felina e colapso de traqueia.

Braquicefálicos precisam de atenção especial

Cães e gatos de focinho curto, conhecidos como braquicefálicos, estão entre os animais mais vulneráveis. Bulldog Francês, Pug, Bulldog Inglês, Shih Tzu e Persa são alguns exemplos.

Segundo Aline, esses animais já apresentam dificuldades anatômicas para respirar e podem sofrer mais durante períodos de baixa umidade. Cães com colapso de traqueia, idosos, cardiopatas e animais com doenças respiratórias crônicas também precisam de cuidados redobrados.

Hidratação é fundamental

Uma das principais recomendações é manter água fresca e limpa sempre disponível e estimular o consumo ao longo do dia. Com orientação veterinária, alimentos úmidos, como sachês, também podem ajudar a aumentar a ingestão de líquidos.

Os passeios devem ocorrer, preferencialmente, no início da manhã ou no final da tarde, quando as temperaturas e o ressecamento do ar tendem a ser menores.

Dentro de casa, ambientes ventilados e o uso de umidificadores podem contribuir para melhorar as condições do ar. A recomendação é manter a umidade entre 40% e 60%. Recipientes com água também podem auxiliar na umidificação do ambiente.

Outro cuidado importante é manter a casa limpa para reduzir a concentração de poeira, que pode irritar as vias respiratórias. Os animais também devem ser mantidos longe de fumaça de cigarro e de queimadas.

Sinais de alerta

Durante os períodos de tempo seco, os tutores devem observar alterações na saúde e no comportamento dos animais. Tosse persistente, dificuldade para respirar, secreção ocular intensa, apatia e redução do consumo de água são sinais que exigem atenção.

“Se esses sinais aparecerem, é importante que o animal seja avaliado por um médico-veterinário. Especialmente nos animais que já possuem doenças respiratórias, cardíacas ou outras condições crônicas, não é recomendável esperar que os sintomas desapareçam sozinhos”, orienta Aline.

Com medidas simples de hidratação, controle da umidade e limpeza dos ambientes, além da observação dos sinais clínicos, os tutores podem reduzir os impactos do tempo seco e proporcionar mais conforto e segurança aos pets.

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