09/07/2026

Avenida 9 de Julho: homenagem à Revolução Constitucionalista de 1932 no coração de Paulínia

No coração de Paulínia, a avenida reúne o Hospital Municipal, o Fórum e o Cemitério Municipal, além de preservar a memória da Revolução Constitucionalista de 1932

Quando os paulinienses circulam pela região central da cidade, muitos passam diariamente pela Avenida 9 de Julho sem perceber que o nome da via guarda uma referência direta a um dos episódios mais marcantes da história paulista.

Localizada em uma das áreas mais tradicionais de Paulínia, a avenida está próxima a importantes equipamentos públicos que fazem parte da rotina dos moradores, como o Hospital Municipal de Paulínia, o Cemitério Municipal e o Fórum, além de outros serviços e estruturas que integram o centro administrativo e urbano do município.

Além de sua importância histórica e administrativa, a Avenida 9 de Julho também se tornou um dos principais espaços de circulação e realização de eventos da cidade. Ao longo dos anos, o local já recebeu corridas de rua, caminhadas, ações esportivas, atividades comemorativas e eventos promovidos pelo município, transformando-se em um ponto de encontro para a população.

A avenida presta homenagem ao dia que marca o início da Revolução Constitucionalista de 1932, movimento que mobilizou o Estado de São Paulo em defesa da convocação de uma Assembleia Constituinte e da criação de uma nova Constituição para o país.

Diferentemente de outros municípios que possuem monumentos e memoriais dedicados ao movimento constitucionalista, Paulínia preserva essa memória também por meio da sua nomenclatura urbana. A Avenida 9 de Julho representa uma lembrança permanente de um momento histórico que envolveu milhares de paulistas há mais de nove décadas.

A homenagem e a história

O dia 9 de julho passou a ser celebrado como a Data Magna do Estado de São Paulo, em memória da Revolução Constitucionalista de 1932. O movimento teve início após a insatisfação paulista com o governo provisório de Getúlio Vargas, instalado depois da Revolução de 1930.

Durante quase três meses, tropas paulistas enfrentaram forças federais em um dos maiores conflitos armados da história do Brasil no século XX. Apesar da derrota militar, a mobilização contribuiu para a convocação de uma Assembleia Constituinte e para a promulgação da Constituição de 1934.

Em 1932, Paulínia ainda era distrito de Campinas e não possuía autonomia administrativa. A emancipação do município aconteceu somente em 1964. Por isso, a homenagem existente hoje por meio da Avenida 9 de Julho representa uma conexão da cidade com a memória estadual da Revolução Constitucionalista.

Foto Google Street View / Alesp

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