Conselho de Educação de Paulínia denuncia colapso na rede municipal e cobra ações urgentes
Órgão aponta falta de professores, salas superlotadas e pede medidas urgentes da Prefeitura

O Conselho Municipal de Educação de Paulínia (CME) divulgou, no dia 9 de abril, uma moção de repúdio em que manifesta forte preocupação com a situação da educação pública no município. No documento, publicado em Diário Oficial, o órgão afirma que o cenário atual é de “colapso generalizado” na rede municipal de ensino.
Segundo o texto, “o que antes eram problemas pontuais, hoje se transformaram em um cenário de colapso generalizado da rede pública de ensino, afetando diretamente alunos, professores, gestores e toda a comunidade escolar”.
O Conselho critica a falta de profissionais e a desorganização nas unidades. A moção destaca que é “inadmissível que, após reiteradas promessas e compromissos assumidos pela atual gestão pública municipal, a realidade nas escolas seja marcada por desorganização, falta de profissionais e condições inadequadas de ensino”.
Entre os principais problemas apontados estão a falta de professores, suspensão de aulas, superlotação de salas, fechamento de turmas e ausência de monitores. O documento também menciona o descumprimento da Lei Federal nº 11.738/2008 e falhas na implementação de mudanças curriculares sem a devida participação da comunidade escolar.
Outro trecho chama atenção para a gravidade da situação: “há registros de escolas solicitando que alunos permaneçam em casa por falta de profissionais, o que representa uma violação direta do direito constitucional à educação”.
Diante do cenário, o CME cobra providências imediatas do poder público. “Estamos diante de um cenário em que o sistema educacional municipal já não consegue operar de forma minimamente adequada, colocando em risco o presente e o futuro de milhares de estudantes”, afirma a moção.
O Conselho também reforça a necessidade de diálogo e construção coletiva de soluções, envolvendo gestores, professores, pais e toda a comunidade escolar.
Ao final, o documento faz um apelo à população: “A educação pública de Paulínia pede socorro. E este não é um problema apenas das escolas — é um problema de toda a cidade”.
O CME reafirma seu compromisso com a defesa de uma educação pública, gratuita, laica e de qualidade, e se coloca à disposição para contribuir com melhorias na rede municipal.
Foto Prefeitura de Paulínia
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