31/08/2026

Secretaria de Saúde explica Acolhe Paulínia e atendimento nas UBSs à Câmara

Reunião abordou reclamações de moradores, funcionamento do novo modelo de atenção básica e ampliação das equipes de Saúde da Família

O secretário municipal de Saúde, Antônio Carlos Guimarães, e técnicas do Departamento de Atenção Básica estiveram na Câmara de Paulínia para apresentar esclarecimentos sobre o Acolhe Paulínia e explicar o funcionamento do atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Durante a reunião, vereadores apresentaram reclamações recebidas de moradores relacionadas principalmente à demora no atendimento, dificuldades no cadastramento das famílias, contato telefônico com as unidades, tratamento por parte de funcionários e casos pontuais de assistência considerada insuficiente.

Segundo Guimarães, o Acolhe Paulínia foi criado com o objetivo de reorganizar a atenção primária e facilitar o acesso da população aos serviços de saúde, além de ampliar a atuação da Estratégia Saúde da Família no município.

Atendimento passa a ser organizado por território

O novo modelo divide Paulínia em territórios de atendimento. Cada equipe de Saúde da Família é responsável por aproximadamente 3 mil moradores e conta com médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agente comunitário de saúde.

De acordo com a Secretaria de Saúde, o acompanhamento contínuo do paciente será realizado pela equipe responsável pela região onde ele reside.

O secretário explicou que qualquer pessoa que procure uma UBS recebe atendimento, mas o acompanhamento regular será direcionado para a equipe correspondente ao território do morador. Para isso, a Prefeitura realiza o levantamento dos dados da população com o objetivo de vincular cada família à unidade e à equipe responsável.

Acolhe começou como projeto-piloto

O Acolhe Paulínia teve início como projeto-piloto na UBS Jardim Amélia, em dezembro de 2025. Há aproximadamente três meses, o modelo também passou a ser adotado nas UBSs Centro e Monte Alegre.

Conforme os dados apresentados pela Secretaria de Saúde, o novo sistema teria reduzido o período de espera, que anteriormente poderia chegar a três ou quatro meses, para no máximo 72 horas.

A pasta também informou que mais de 90% das pessoas que procuram atendimento nas três unidades são atendidas por médico ou enfermeiro no mesmo dia.

Ampliação de agentes comunitários

Durante a reunião, Guimarães destacou ainda a ampliação do número de agentes comunitários de saúde como um dos fatores que permitiram avançar na implantação do novo modelo.

Segundo o secretário, a Câmara autorizou a ampliação do quadro e, atualmente, 105 dos 180 agentes previstos já estão contratados.

Os profissionais têm papel importante no modelo de atenção básica, especialmente no acompanhamento das famílias e na identificação das necessidades de saúde dentro dos territórios.

Vereadores apresentam reclamações

Apesar dos dados apresentados pela Secretaria, os vereadores aproveitaram a reunião para levar ao secretário demandas recebidas da população.

Entre os principais relatos estão dificuldades para conseguir contato telefônico com algumas UBSs, problemas relacionados ao cadastramento das famílias, demora em determinadas situações e reclamações sobre o atendimento prestado por funcionários.

Os parlamentares também mencionaram casos específicos em que moradores teriam considerado a assistência recebida insuficiente.

A reunião teve como objetivo esclarecer o funcionamento do Acolhe Paulínia e aproximar o Legislativo da Secretaria de Saúde diante das dúvidas e reclamações apresentadas pelos moradores.

Participaram do encontro o vice-presidente da Câmara, Fábio da Van (PRTB); o líder de governo, José Soares (Republicanos); e os vereadores Alex Eduardo (PRTB), Helder Pereira (PL), Lucas Barros (DC) e Messias Brito (PL), além de assessores dos demais parlamentares.

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