14/06/2026

Banda Sinfônica de Sumaré une Festividades Juninas e Tradição Erudita no Concerto Oficial “Fogueiras e Fanfarras”

Com repertório que vai de Rossini a Moraes Moreira, espetáculo gratuito acontece no dia 17 de junho, às 20h, no Anfiteatro de Nova Veneza, trazendo estreia inédita em ritmo de Heavy Metal

No próximo dia 17 de junho (quarta-feira), às 20h, o Anfiteatro de Nova Veneza será palco de um encontro cultural extraordinário. A renomada Banda Sinfônica Municipal Dorival Gomes Barroca apresenta o seu Concerto Oficial “Fogueiras e Fanfarras”. Sob a chancela da Secretaria de Cultura eTurismo da Prefeitura de Sumaré, o espetáculo foi estrategicamente desenhado para costurar o calor das festividades juninas às grandes tradições sinfônicas ocidentais, promovendo uma noite de união, memória e celebração musical.
O programa da noite propõe uma verdadeira viagem transatlântica, dialogando harmoniosamente entre a herança erudita europeia, as manifestações religiosas das Américas e a efervescência da cultura popular brasileira. A abertura oficial do concerto será marcada pela imponência de “Fanfare pour précéder La Péri”, do francês Paul Dukas — obra originalmente escrita para metais que evoca brilho e solenidade imediatos.

Logo em seguida, os músicos executam a célebre abertura de “La Gazza Ladra”, de Gioachino Rossini, um clássico da ópera italiana amplamente conhecido por seus diálogos dinâmicos e uso virtuoso da percussão.

“Este concerto foi estruturado para mostrar a versatilidade ímpar da nossa Banda Sinfônica. Queremos presentear a população de Sumaré com um espetáculo de altíssimo nível, que honra as quermesses e o período junino, mas que também desafia as fronteiras da música com arranjos inovadores. É cultura acessível e de excelência para todas as famílias”, afirmou a secretária de Cultura e Turismo, Cecília Teixeira.
Uma das grandes surpresas reservadas para o público é a estreia de um arranjo inédito e exclusivo preparado para celebrar a Copa do Mundo de Futebol. A icônica marcha “Pra Frente Brasil”, de Miguel Gustavo e Raul de Souza, ganhou uma roupagem totalmente contemporânea e explosiva assinada pelo compositor paulista Thales Del Commune. A releitura bebe diretamente na fonte do heavy metal, expandindo as possibilidades sonoras e texturais da instrumentação sinfônica tradicional em uma performance que
promete eletrizar a plateia.

A faceta espiritual e festiva do continente americano também ganha vida com as obras “Novena”, de James Swearingen, e “Fiesta Processional”, de Robert W. Smith. Sob o olhar de compositores norte-americanos, as peças celebram as procissões e a devoção latino-americana por meio de ritmos marcantes, cores orquestrais vibrantes e uma atmosfera de intenso entusiasmo.
Rendendo homenagens definitivas à MPB, o bloco final do concerto celebra o centenário do mestre pernambucano Moacir Santos com a interpretação da sofisticada balada “Jequié”. Na sequência, a vivacidade nordestina se funde à sofisticação urbana em “Um Tom para Jobim”, obra de Sivuca que une o forró e a bossa nova. O encerramento apoteótico fica por conta do clássico “Festa do Interior”, de Moraes Moreira, transportando o Anfiteatro diretamente para o ambiente colorido, alegre e contagiante das grandes quermesses brasileiras.