07/05/2026

4 mitos sobre o ultrassom transvaginal durante a gravidez

A ginecologista e ultrassonografista Graciele Noronha desmente inverdades sobre a realização do procedimento em gestantes

Graciele é médica ginecologista e ultrassonografista, formada com residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Maternidade Odete Valadares, em Belo Horizonte – fotos: Portal On

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Exames gestacionais sempre geram dúvidas para a paciente. O procedimento representa algum risco? Pode causar complicações? É indicado para qual etapa da gravidez? Um deles, o ultrassom transvaginal, é alvo de inverdades específicas. A médica ultrassonografista e ginecologista Graciele Noronha, que atende na clínica Essence, em Artur Nogueira (SP), desmente 4 mitos sobre o exame neste artigo.

Como funciona o ultrassom transvaginal?

Com a paciente em posição ginecológica (deitada, com pernas afastadas e joelho levemente dobrado), o profissional insere um transdutor com preservativo e lubrificante no canal vaginal. O equipamento pode permanecer no local por um período de 10 a 15 minutos. O profissional pode movimentá-lo, se houver necessidade, para melhor captação das imagens.

O transdutor emite ondas sonoras de alta frequência, o que possibilita a formação das imagens, que são exibidas em um monitor e avaliadas pela paciente e pelo profissional.

Podendo ser solicitado por um ginecologista ou obstetra, o procedimento é capaz de diagnosticar anormalidades na pelve, tais como cistos ovarianos, pólipos uterinos e miomas, além de integrar o acompanhamento do início da gestação. Diferentemente de outros exames de imagem, como radiografia e tomografia, o ultrassom transvaginal é realizado sem radiação. Apesar de ser de extrema importância, é contraindicado no caso de mulheres virgens, às quais é preferível o ultrassom pélvico.

Agora, veja alguns mitos sobre o procedimento e por que eles não representam riscos às gestantes.

1. Machuca o bebê

Algumas gestantes podem achar que, por envolver a introdução de um equipamento na região vaginal da mulher, o exame poderia implicar em algum contato entre a máquina e o bebê. Segundo Graciele Noronha, esse não é um risco real.

“A gente realiza o ultrassom transvaginal pelo canal vaginal, não é dentro do útero. Não chega a encostar no bebê”, diz a médica.

O medo de que o bebê seja agredido de algum modo pode ser causado pela confusão entre as duas regiões do corpo feminino.

Elas são diferentes: enquanto o canal vaginal é um tubo muscular elástico que conecta a vulva ao colo do útero, o canal uterino é a abertura estreita e inferior do útero que liga o útero à vagina e sofre dilatação durante o parto.

2. Pode causar aborto

Na mesma linha do mito anterior, existe também o medo de que o exame provoque sangramentos que possam levar à perda do bebê.

A médica explica que esse tipo de situação também não é um risco para gestantes que façam o exame. “Ele é um exame extremamente seguro e muito importante em várias fases da gravidez, principalmente no início e na época do ultrassom morfológico do segundo trimestre, para realizar a medida do colo uterino”, detalha.

3. Serve apenas para visualizar o bebê

É comum que a nomenclatura “ultrassom” seja associada imediatamente ao ultrassom obstétrico, aquele procedimento em que o profissional utiliza um transdutor pelo abdome da paciente e obter imagens. No entanto, apesar de também dar à gestante uma visão de seu bebê, o ultrassom transvaginal não tem apenas essa utilidade.

“Além de medir o colo, ele serve para avaliar a evolução da gravidez, para pesquisar áreas de descolamento do saco gestacional, para ver a posição da placenta em relação ao colo do útero, para investigar sangramento…”, lista Graciele.

4. Não pode ser feito em caso de sangramento

Alinhado a outros mitos, este também está baseado na ideia de que o ultrassom transvaginal é um procedimento invasivo. No entanto, a médica nega que o sangramento possa ser um impeditivo para sua realização.

“Isso é um mito, porque ultrassom transvaginal inclusive está indicado para investigar a causa de sangramentos em gestações iniciais”, rebate.

Ultrassom transvaginal antes da gravidez?

Apesar de oferecer informações valiosas tanto à gestante quanto ao profissional responsável por ela, o ultrassom transvaginal também pode ser realizado antes da gravidez.

“Muita gente acha que para fazer ultrassom precisa de um teste de gravidez positivo. Isso é errado”, diz Graciele, e acrescenta: “Na verdade, a gente deve fazer uma avaliação do útero, dos ovários e da parte ginecológica feminina antes da concepção”.

A médica explica que o procedimento é capaz de identificar alterações que podem interferir na fertilidade da mulher. “Muitas alterações podem ser diagnosticadas e tratadas antes da gestação”, destaca.

Para ela, além de poder evitar problemas futuros, a realização do procedimento também representa um amparo emocional, “garantindo maior segurança e planejamento para você, mulher”, afirma ela. “Planejar também é cuidar”, ressalta.

Por que se consultar com a Dra. Graciele Noronha?

Agora você já sabe qual a função do ultrassom transvaginal antes e durante a gestação. Para ter a garantia de que seu exame, além de bem realizado, será bem explicado e conduzido com abordagem acolhedora e humanizada, a melhor estratégia é escolher uma profissional que se encaixe neste perfil.

A proposta da Dra. Graciele Noronha é exatamente essa: promover um atendimento acolhedor, humanizado, que busca dar conta de cuidar de todas as questões e preocupações que suas pacientes levam ao consultório.

Graciele é médica ginecologista e ultrassonografista, formada com residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Maternidade Odete Valadares, em Belo Horizonte. Também se especializou em Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital Municipal Odilon Behrens, na mesma cidade. Ao longo de sua trajetória, conquistou títulos de especialista reconhecidos pela FEBRASGO e pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, além de ter realizado pós-graduação em Medicina Fetal pela FMFLA-Academy, em parceria com a The Fetal Medicine Foundation. Seu registro profissional é CRM 244042.

Entre em contato com a médica e garanta segurança e conforto para sua saúde, antes, durante ou depois da gestação.


A Dra. Graciele Noronha atende na Clínica Essence, que está localizada na Rua São Sebastião, 405, esquina com a Sete de Setembro. Para agendar uma consulta, entre em contato com o número (19) 99824-9651.


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