11/06/2026

Câmara de Artur Nogueira sedia júri popular de acusado de feminicídio nesta quinta

Crime teria ocorrido em janeiro de 2024 na zona rural de Holambra

Da redação

A Câmara de Artur Nogueira sedia nesta quinta-feira (11), um júri popular de um réu por feminicídio ocorrido na cidade de Holambra, em janeiro de 2024. Segundo informações, José Roberto de Freitas Filho, teria matado a então namorada, Vanessa Rocha Teixeira, de 31 anos na residência dele, na zona rural da cidade. Ele responde pelos crimes de feminicídio e posse irregular de arma de fogo.

De acordo com as investigações, Vanessa foi encontrada morta em uma residência localizada no bairro Palmeiras, onde estava com o acusado. O caso veio à tona após uma amiga de José Roberto acionar os serviços de emergência ao receber informações preocupantes sobre uma discussão entre o casal e o suposto mal-estar da vítima. A mulher comunicou uma enfermeira, que acionou imediatamente o resgate e um médico. Quando as equipes chegaram ao imóvel, a vítima já estava sem vida.

Segundo o boletim de ocorrência, a residência não apresentava sinais de arrombamento. Vizinhos relataram que Vanessa mantinha um relacionamento com o acusado havia cerca de dois anos, embora os dois não morassem juntos. A vítima foi encontrada sobre um colchão na sala, sem roupas, com uma mancha de sangue no travesseiro e diversos hematomas espalhados pelo corpo.

Durante o atendimento da ocorrência, a Guarda Civil Municipal localizou armas, munições e outros objetos na residência, que foram apreendidos para investigação.

A denúncia

Após a conclusão do inquérito pela Polícia Civil de Holambra, o caso foi encaminhado ao Ministério Público do Estado de São Paulo, que denunciou José Roberto por feminicídio e posse irregular de arma de fogo, além de requerer e manter sua prisão preventiva.

Na denúncia, o Ministério Público destacou a gravidade do crime. “O crime é hediondo, causando desassossego social na pequena cidade de Holambra, justificando a prisão como forma de garantir a ordem pública e a paz social. Mas não só: imprescindível que o denunciado seja afastado cautelarmente da sociedade, já que coloca em risco toda a população”, afirmou o órgão.

Para os promotores, o acusado agiu “com ânimo de matar, por motivo torpe, com emprego de meio cruel e contra mulher por razões da condição do sexo feminino”.

Ainda conforme a denúncia, o casal estava na residência do réu no dia dos fatos quando, após uma discussão, José Roberto teria utilizado instrumentos contundentes, cortantes e perfurocortantes para atacar Vanessa, desferindo diversos golpes e submetendo a vítima a intenso sofrimento antes de sua morte.

Após o crime, o acusado fugiu em um Volkswagen Santana prata e permaneceu foragido por alguns dias. Posteriormente, apresentou-se às autoridades na cidade de São Paulo, onde foi preso.

José Roberto responde por homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo torpe e feminicídio, além do crime de posse irregular de arma de fogo. A denúncia enquadra os fatos nos artigos 121, §2º, incisos I e VI, do Código Penal, e 12 do Estatuto do Desarmamento, sendo os crimes processados em concurso material.

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