05/03/2026

Cordão umbilical com menos vasos é risco para o bebê? Especialista explica

A Artéria umbilical única (AUU) é condição pouco frequente e levanta alerta sobre o desenvolvimento do bebê; médica Graciele Noronha detalha como diagnosticar e realizar o melhor acompanhamento

Artéria Umbilical Única é quadro pouco comum e pode ter implicações no desenvolvimento do bebê – foto: Portal On

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Durante o acompanhamento pré-natal, o ultrassom morfológico é um exame fundamental para avaliar o desenvolvimento do bebê e identificar possíveis alterações ainda durante a gestação. Uma das descobertas que pode aparecer nesse exame é a artéria umbilical única (AUU).

Segundo a Dra. Graciele Noronha, médica ginecologista, obstetra e ultrassonografista especializada em Medicina Fetal, essa é a alteração mais comum do cordão umbilical. “O cordão umbilical normalmente possui três vasos: duas artérias e uma veia. Em alguns bebês encontramos apenas uma artéria e uma veia. Essa condição recebe o nome de artéria umbilical única”, diz.

De acordo com dados da Fetal Medicine Foundation, essa condição ocorre em aproximadamente 1% das gestações.

O que isso significa para o bebê?

Na maioria das vezes, a artéria umbilical única é um achado isolado, ou seja, o bebê se desenvolve normalmente e nasce saudável.
Entretanto, a Dra. Graciele explica que esse diagnóstico exige uma avaliação detalhada do feto.

“Quando identificamos essa alteração no ultrassom, fazemos uma análise cuidadosa da anatomia do bebê e acompanhamos o crescimento ao longo da gestação.”

Isso acontece porque, em uma pequena parcela dos casos, a artéria umbilical única pode estar associada a outras condições, como alterações cardíacas, renais ou restrição de crescimento fetal.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é realizado por ultrassonografia, geralmente durante o ultrassom morfológico. O médico observa o cordão umbilical e também as artérias que passam ao redor da bexiga do bebê. Quando apenas uma artéria é identificada, confirma-se o diagnóstico. Para a especialista, o mais importante é que a gestante receba acompanhamento adequado.

“Hoje a Medicina Fetal permite avaliar o bebê com grande precisão ainda dentro do útero. Na maioria dos casos, a artéria umbilical única não traz consequências e a gestação evolui de forma normal.”

Por isso, diante desse diagnóstico, o principal passo é manter o acompanhamento pré-natal e realizar os exames recomendados.


A dra Graciele Noronha realiza esses exames e outros procedimentos em seu consultório na Clinica Essence, em Artur Nogueira.


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