De fertilização a mapeamento genético: como identificar doenças ainda no embrião e preservar óvulos
Saúde On da semana contou com participação de especialista em Reprodução Humana; conversa incluiu temas como congelamento de óvulos e mapeamento de doenças presentes ainda na fase embrionária

Portal On/editoria de Programas
A dermatologista Patrícia Teresani entrevistou a médica Daniela Castanho para o Saúde On, programa quinzenal do grupo Portal On, no episódio que foi ao ar na última quarta-feira (25). A discussão do programa girou em torno de temáticas relacionadas à fertilização, área em que a entrevistada é especialista (Reprodução Assistida e Reprodução Humana).
Temáticas como tratamentos individualizados para a inseminação, congelamento de óvulos e a velocidade com que os óvulos se esgotam no corpo de sexo feminino também foram debatidas, além de métodos para o mapeamento de doenças presentes no embrião logo no início de seu desenvolvimento.
Daniela Castanho é formada na profissão pela PUC-Campinas e se especializou em reprodução humana pelo hospital Perola Byington, em São Paulo, capital. Atuou pela área na metrópole por anos até retornar a Campinas, onde prossegue com sua carreira. Recentemente, em 2020, conquistou também sua especialização em Reprodução Assistida.
Um dos temas que mais geram debate na área de Castanho é o congelamento de óvulos. O procedimento acontece quando uma pessoa retira os óvulos de seu útero e os preserva sob condições específicas, adiando seu envelhecimento e sua “morte”. É uma alternativa para quem pretende ter filhos, mas sente que precisa de mais tempo até a gestação, e quem realiza tratamentos que causam grande impacto na saúde de forma geral, como a quimioterapia.
A médica explicou que a fase ideal para o congelamento, conhecido tecnicamente como “vitrificação”, é quando a pessoa portadora dos óvulos tem por volta de 30 anos de idade. “É um período em que os óvulos são jovens, não têm mais risco de ter síndromes, e a gente tem uma quantidade boa de óvulos, ainda. Então, é um momento em que a gente tem que estar com o radar pronto”, detalha.
Daniela explica que a área da reprodução assistida não opera apenas em casos de inseminação artificial, mas, em vez disso, cobre uma gama de tratamentos voltados para a fertilização e adaptados ao caso de cada paciente. “A gente individualiza o tratamento devido às necessidades daquele casal, de acordo com os exames que a gente fizer”, detalha a profissional.
Outra temática debatida no episódio foi o mapeamento e análise da possível presença de doenças ou síndromes em embriões. O procedimento é capaz de identificar alterações desde essa fase, o que possibilita tratamentos rápidos e com maior potencial de eficácia.
Castanho explicou um dos métodos utilizados na área: “Quando o embrião está no quinto dia do desenvolvimento embrionário, a gente faz uma biópsia, tira umas células do embrião, e vai ser feita uma avaliação para pesquisa de aneuploidias, que é a mais comum”, explica. Aneuploidias são casos de alterações cromossômicas, como, por exemplo, a Síndrome de Down, que leva o nome técnico de “Trissomia do Cromossomo 21”.
Outro tipo de avaliação ocorre quando o paciente tem interesse em saber se doenças raras que se manifestaram em seus familiares podem estar presentes no embrião. Ela detalha que, nesse caso, não se trata de uma análise cromossômica, mas gênica.
“Não é cromossomo, é gene, uma partezinha do embrião. A gente quer saber se aquele embrião tem, por exemplo, uma hemofilia. Aí, você vai no gene específico daquilo e faz uma sonda genética”, explica. No entanto, adiciona Castanho, ainda existem síndromes e doenças que não foram mapeadas e que não podem ser identificadas.
Você pode acompanhar a entrevista completa da médica Daniela Castanho por Patrícia Teresani clicando aqui ou pelo link abaixo:
A médica dermatologista Patrícia Teresani realiza seus atendimentos na Clínica Essence, que está localizada na Rua São Sebastião, 405, esquina com a Sete de Setembro. Para agendar uma consulta, entre em contato com o número (19) 99824-9651.
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