Produtos irritantes podem comprometer barreira cutânea, afirma dermatologista Patrícia Teresani
Tratamentos com ácidos e sabonetes contra oleosidade devem ser acompanhados de estratégias para fortalecimento da proteção do órgão

Patrícia Teresani, dermatologista em Artur Nogueira
Sabonete para remover oleosidade, tônico facial com ácido acetilsalicílico para controlar acne, ácido retinóico para diminuir sinais de idade e manchas, ácido glicólico para renovação celular… Ufa! É muito ácido, né?
Acontece que, para ter uma pele saudável, não basta sair aplicando milhares de produtos irritantes e esperar que o resultado seja satisfatório.
Além disso, tem uma parte específica da pele que precisa ser levada em consideração: a barreira cutânea. Ela é a última camada da pele e fica em sua parte externa, protegendo o órgão dos elementos externos. Quando está enfraquecida ou mal cuidada, todo a pele pode sofrer.
“A nossa pele é formada por células e, também, por uma camada lipídica, de restos de células mortas, de líquidos… que funciona como uma proteção para o nosso corpo”, explica a dermatologista Patrícia Teresani.

Imagem: Canva
“Ela é responsável por uma barreira à entrada de substâncias agressivas, ou substâncias estranhas ao nosso corpo. Quando você usa um ácido muito potente, muito sabonete ou um sabonete para pele oleosa muitas vezes, isso tudo agride a chamada barreira cutânea. Então, isso favorece a penetração de qualquer coisa no seu organismo”, diz a profissional.
De acordo com Teresani, a lesão ou rompimento dessa barreira pode causar diversos malefícios, tais como a entrada de bactérias na pele, alergias, coceiras, pioras de condições dermatológica (como a acne, por exemplo).
Uma barreira cutânea saudável possui alguns aspectos visíveis: uniformidade da pele (ou seja, não há variações abruptas de textura), hidratação (não apresenta áreas ressecadas em excesso) e resistência ao ambiente (não é facilmente afetada pelas adversidades externas, como o clima, por exemplo).
Na contrapartida, ressecamento, irritação, inflamação e sensibilidade aumentada são sinais preocupantes.
Como proteger a barreira cutânea?
No sentido contrário da adição de produtos agressivos à pele, o processo de fortalecimento da barreira cutânea funciona a partir de alguns pilares: hidratação, limpeza e dosagem correta de produtos irritantes na pele.
Confira algumas dicas:
Limpeza
Opte sempre por sabonetes suaves, que respeitem o PH natural da pele e não sejam agressivos. Um produto muito agressivo pode ressecar e irritar o órgão, lesionando a barreira cutânea.
Hidratação
Utilize hidratantes que tenham função regeneradora, calmante e reparadora. Existem produtos voltados especificamente para essa função, e eles vão desde hidratantes até séruns.
Proteção solar
O sol, independentemente do contexto, sempre pode ser considerado um fator de alerta. Negligenciar a proteção contra o ele pode acarretar lesões, além de aumentar as chances de câncer de pele. Proteger a pele contra os raios UV advindos do sol é uma forte estratégia para cuidar da barreira cutânea.
Tratamentos que visam proteção
Patrícia Teresani explica que o cenário dos tratamentos dermatológicos atuais mudou bastante com relação ao que era praticado, e que a proteção da barreira cutânea entrou no radar dos profissionais da dermatologia, tornando-se prioridade. O próprio tratamento da acne, por exemplo, já se valeu de agentes agressivos, em uma tentativa de promover “limpeza profunda”, mas que, no fim das contas, apenas desequilibrava a proteção da pele.
“Hoje em dia, a gente prioriza o equilíbrio e cuida muito bem da barreira cutânea”, detalha Teresani.
Na Clínica Essence, que está localizada na Rua São Sebastião, 405, esquina com a Sete de Setembro, a Dra. Patrícia realiza diversos tratamentos, inclusive contra acne, considerando aspectos como a proteção da pele. Para agendar uma consulta, entre em contato com o número (19) 99824-9651.
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