Ir ao dentista só quando tem dor? Paulo Corrêa alerta para risco do hábito
Cáries, doenças periodontais e até câncer bucal podem evoluir de forma silenciosa antes de apresentar sinais perceptíveis

Muita gente acredita que a hora de ir ao dentista é aquela em que se começa a sentir dores nos dentes. A ciência, no entanto, discorda.
Essa lógica de pensamento não é surpresa; o brasileiro, estatisticamente, apresenta certa resistência ao hábito de visitar consultórios odontológicos.
Em 2025, 68% dos brasileiros foram ao dentista, e apenas 33% realizaram tratamentos odontológicos, como mostra pesquisa da Abimo (Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos), em parceria com o CFO (Conselho Federal de Odontologia) e a consultoria Key-Stone.
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Esses dados apontam para o risco de não se compreender totalmente a importância de cuidar dos dentes.
Nesse artigo, o dentista Paulo Corrêa, que atende na clínica Paulo Corrêa, em Artur Nogueira (SP), explica por que você não deve esperar a dor chegar.
Nem todo problema causa dor
Um dos principais motivos para considerar a dor um fator determinante para decidir se vai ou não ao dentista é o fato de que nem todo problema bucal apresenta esse sintoma em seus primeiros estágios. Aliás, segundo o Dr. Paulo, esse é o caso da maioria deles.
“No caso da cárie: quando [ela] começa a danificar o dente, ela é apenas em esmalte. Esmalte não tem terminação nervosa. Então, a pessoa não sente dor. Ela só vai sentir um incômodo quando a lesão já estiver avançada, onde tem terminação nervosa”, detalha o profissional.
Outra questão silenciosa, que não começa fazendo alarde, é a doença periodontal. Ela se forma a partir de uma placa bacteriana entre o dente e a gengiva, que passa a se calcificar até formar tártaro e começar a agredir a gengiva.
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No caso da doença periodontal, as consequências ganham um grau a mais de gravidade. “Primeiro sinal, vermelhidão. Segundo, sangramento. Terceiro, perda óssea”, lista o profissional. “É a perda da sustentação, o osso que sustenta o dente. Aí, você já não tem mais uma gengivite, e sim uma doença periodontal que precisa ser tratada, porque, senão, o resultado é a perda do dente”, alerta.
Paulo cita também o câncer bucal, como exemplo de condição que não começa causando dor. O câncer começa com uma mancha branca ou vermelha ou uma úlcera que não cicatriza, mesmo passado o prazo de 15 dias. Depois disso, toma a forma de nódulo, e passa a gerar dor em sua fase avançada.
O dentista arremata: “Então, por isso é necessário a consulta, a cada seis meses, ao dentista, porque o dentista não vai olhar só o dente, para ver se evidencia algum problema que possa ser grave no futuro. Além de fazer o exame clínico e olhar a boca, nós recorremos aos exames radiológicos, que vão mostrar justamente o que os nossos olhos não veem”, detalha.

Sobre o Dr. Paulo Corrêa
Agora que você já sabe que o cuidado com a saúde bucal deve ser constante e permanente, e não apenas emergencial, o próximo passo é conhecer um profissional que possa te ajudar.
A Clínica Dr. Paulo Corrêa se destaca em Artur Nogueira por oferecer todos os tipos de tratamentos odontológicos, com ênfase em prevenção e promoção da saúde bucal. Entre os serviços disponibilizados estão procedimentos nas áreas de Estética, Periodontia, Endodontia, Ortodontia e Odontopediatria, além de Cirurgias, Implantes e Próteses. A clínica também realiza tratamentos como Lentes de Contato Dental, Facetas Laminadas em Cerâmica e Clareamento a Laser.
Na área funcional e terapêutica, oferece aplicação de toxina botulínica na odontologia para casos de cefaleia tensional, sorriso gengival ou assimétrico, bruxismo, disfunção temporomandibular e hipertrofia do masseter, além de harmonização e preenchimento facial com ácido hialurônico.
