Nogueirense Maria Sia conquista título mundial de Beach Tennis com a Seleção Brasileira
Após defender o Brasil na Itália, atleta de 17 anos celebra conquista e sonho internacional

Fotos: Arquivo Pessoal/Maria Sia
Brunno Lucke
A nogueirense Maria Eduarda Sia Martins, de 17 anos, conhecida como Maria Sia, conquistou o Mundial IFBT de Beach Tennis defendendo a Seleção Brasileira durante a competição realizada em território italiano durante as últimas semanas. A vitória coroou não apenas uma campanha dentro das quadras, mas também uma trajetória construída à base de treinos intensos, dedicação diária e uma paixão pelo esporte que cresceu rapidamente nos últimos anos.
Pouco mais de um mês atrás, a convocação para representar o Brasil na Itália já parecia grande para a jovem atleta de Artur Nogueira. Agora, o sonho voltou ainda maior na bagagem: um título mundial.
Se antes a viagem internacional já carregava o peso da responsabilidade de vestir a camisa do Brasil, o retorno aconteceu com um sentimento diferente: a realização da vitória. Maria foi novamente procurada pelo Portal ON, e contou um pouco sobre sua trajetória até o título mundial na categoria.
“Minha sensação foi de dever cumprido e muita felicidade, porque eu acreditava que poderia voltar campeã de lá”, afirmou.
A conquista ainda parece recente demais para caber completamente em palavras. Ao tentar resumir o momento vivido após o título mundial, Maria encontrou apenas uma definição possível: “Único.”
Logo depois da vitória, no entanto, o pensamento foi imediato. Não sobre fama, medalhas ou reconhecimento, mas sobre todo o caminho percorrido até aquele instante. “Passou pela minha cabeça que todo meu esforço foi recompensado.”, relembrou.

A trajetória do título
A trajetória até o Mundial começou muito antes da Itália. Conforme já havia contado anteriormente ao Portal ON, Maria iniciou no beach tennis há cerca de dois anos, primeiro de maneira recreativa, até transformar o esporte em parte central da própria rotina. Os treinos se intensificaram, as competições começaram a ganhar espaço e os resultados passaram a aparecer com frequência cada vez maior.
Mas chegar ao topo do mundo exigiu mais do que talento. Segundo a mesma, a principal exigência para ser campeã do mundo foi: “Treinar. Treinar muito para fazer o que mais gosto e sei fazer.” A frase é simples, mas resume uma rotina que muitas vezes acontece longe dos holofotes. Horas de preparação física, técnica e mental que antecederam o lugar mais alto do pódio.
E, junto da preparação esportiva, veio também a pressão emocional de defender a Seleção Brasileira em uma competição internacional. Maria admite que o nervosismo esteve presente desde antes da viagem. “Fui até lá muito nervosa.”
Porém, a ansiedade encontrou apoio dentro da própria equipe brasileira. Segundo ela, o treinador teve papel fundamental para transformar insegurança em confiança.
“Quando cheguei lá, meu treinador me ajudou muito. Além de mim, ele confiou no meu trabalho.”
Mais do que partidas decisivas ou resultados dentro da quadra, Maria afirma que uma das maiores marcas da experiência internacional foi justamente o ambiente criado entre os atletas brasileiros durante o torneio.
Segundo ela, a convivência durante o Mundial acabou fortalecendo ainda mais o grupo. “A diversão com minha equipe marcou demais.”, conta.
Nas redes sociais, Maria compartilhou parte da emoção vivida na Itália. Em uma publicação feita após a conquista, agradeceu companheiros de equipe, treinador e pessoas que participaram diretamente da caminhada até o título mundial. Também falou sobre o peso emocional de vestir a camisa brasileira.
“Representar o Brasil não é nada fácil, tem seu peso. Claro que fiquei nervosa, mas acredito que com todo meu esforço, dedicação e empenho consegui mostrar o motivo de ter sido convocada.”
Ao final da publicação, a frase resume um sonho que agora faz parte definitivamente da história da atleta:
“Agora posso dizer: sou campeã mundial.”

Próximos passos
Mesmo depois da maior conquista da carreira até aqui, Maria já pensa nos próximos passos. O título mundial não aparece como ponto final, mas como combustível para sonhos ainda maiores dentro do esporte.
“Quero chegar ao topo do ranking mundial.”
Enquanto os próximos desafios ainda estão por vir, a atleta já tem a certeza de ter vivido um momento inesquecível para toda sua carreira. Além disso, ela pontua a alegria em seguir representando o berço da amizade.
“Fico muito feliz em representar minha cidade fora do país.”
A menina que começou nas quadras por puro passatempo há cerca de dois anos, atravessou o Atlântico para reapresentar seu país e retornou da Itália com o status de Campeã Mundial. E, ao que tudo indica, essa história ainda está só começando.
Tem uma sugestão de reportagem? Clique aqui e envie para o Portal ON
É expressamente proibido cópia, reprodução parcial, reprografia, fotocópia ou qualquer forma de extração de informações do site Portal ON sem prévia autorização por escrito do Portal ON, mesmo citando a fonte. Cabível de processo jurídico por cópia e uso indevido.
Comentários
Não nos responsabilizamos pelos comentários feitos por nossos visitantes, sendo certo que as opiniões aqui prestadas não representam a opinião do Grupo Bússulo Comunicação Ltda.
