Operação deflagrada em Artur Nogueira mira quadrilha especializada em maconha gourmet
Quilo da droga chegava a ser vendido por R$ 30 mil; operação da Dise de Campinas ainda cumpriu mandados em outras cidades da região

Da redação
A operação deflagrada na manhã desta quarta-feira (12) pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas, que cumpriu mandados de busca, apreensão e prisão em Artur Nogueira, tinha como alvo uma quadrilha especializada em uma maconha conhecida como gourmet, cujo quilo era comercializado por até R$ 30 mil. Pelo menos 23 pessoas foram presas, sendo que 16 delas foram detidas em flagrante por tráfico de drogas.
“São drogas muito caras, que vêm caindo no gosto, principalmente, dos jovens. O DRY é um derivado da maconha com alto valor, custando de R$ 100 a R$ 300 por grama. Ou seja, um quilo desse entorpecente pode chegar a R$ 30 mil”, destacou o delegado Fernando Sanches, titular da Dise.
Identificação do Grupo
As investigações que culminaram na operação começaram em meados de 2024, após a prisão de indivíduos por tráfico de drogas em Campinas. “Esses dois indivíduos eram especialistas no tráfico de drogas gourmet, entorpecentes semelhantes à maconha, mas com alto teor de tetrahidrocanabinol (THC), substância alucinógena presente na planta. Eles eram suspeitos de comercializar derivados da maconha conhecidos como ICE e DRY, que têm alto valor de mercado”, explicou o delegado.
Após a prisão dos suspeitos, os investigadores, com autorização judicial, acessaram os celulares dos envolvidos e descobriram um grupo na região especializado na compra e venda desses entorpecentes. “A maioria desse grupo foi identificada e, na data de hoje, cumprimos os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão”, afirmou o delegado.
Em Artur Nogueira, um dos endereços alvo da operação ficava no bairro Bela Vista II.

Operação Garimpeiro
Segundo a polícia, o nome da operação foi escolhido porque a quadrilha se autodenominava “garimpeira”. “Eles formaram um grupo que, de forma consorciada, adquiria esses entorpecentes. Diziam que garimpavam oportunidades de compra e venda das drogas, fazendo alusão ao alto valor delas”, explicou a polícia.
A Polícia Civil também investiga se a quadrilha lavava o dinheiro do tráfico, já que, em cerca de 40 dias, foi detectada uma movimentação de aproximadamente R$ 1,3 milhão nas contas dos dois primeiros indivíduos presos. “Suspeita-se que eles estivessem lavando o dinheiro em contas de pessoas físicas, parentes e até de empresas”, informou a polícia.
A operação apreendeu celulares, computadores, dinheiro, joias, veículos e drogas. As investigações continuam para identificar outros membros e a hierarquia do grupo criminoso.
Aparato policial
Comandada pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas, a operação mobilizou 230 policiais, 75 viaturas da Polícia Civil e outras 25 da Guarda Municipal. O Serviço Aeronáutico da Polícia Civil também participa da ação, oferecendo suporte aéreo às equipes em solo. Além disso, a operação conta com o apoio de 48 agentes municipais e dois cães farejadores do Canil.
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