01/09/2026

Professora é chamada de “macaca” por aluno em escola estadual de Artur Nogueira

Secretaria da Educação repudiou o episódio e informou que acompanha o caso

Da redação

Uma professora da Escola Estadual João Baptista Gazola, no Jardim Carolina, em Artur Nogueira, registrou um boletim de ocorrência após ser vítima de injúria racial dentro da unidade escolar. Segundo o registro policial, a docente foi chamada de “macaca” por um estudante durante uma aula.

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que lamenta o ocorrido e repudiou qualquer forma de discriminação e violência no ambiente escolar.

De acordo com o registro policial, a professora relatou que o aluno já possui histórico de comportamento inadequado, com episódios de desrespeito e  atitudes agressivas . Segundo ela, os responsáveis pelo estudante e o Conselho Tutelar já haviam sido comunicados sobre os fatos.

Ainda conforme o relato da professora à polícia, durante um dia de aula, ao entrar na sala da turma, ela foi surpreendida pelo estudante, que teria dito: “Olha, aquela macaca, eu odeio ela”.

Após a ofensa, o aluno teria proferido outras palavras ofensivas, expressões de baixo calão e manifestações de desrespeito, mesmo após orientações e advertências realizadas no ambiente escolar.

A professora afirmou que ficou constrangida e se sentiu ofendida com a atitude do estudante. Diante da situação, decidiu registrar o caso na Delegacia de Polícia de Artur Nogueira.

Secretaria acompanha o caso

Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que acompanha a situação e que medidas estão sendo adotadas pela escola e pela rede de ensino.

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo lamenta o ocorrido com a professora e repudia toda forma de discriminação, dentro ou fora do ambiente escolar. A gestão escolar registrou boletim de ocorrência e acompanha o caso junto ao Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP).

O estudante é acompanhado por um profissional do Programa Psicólogos nas Escolas. Os responsáveis foram convocados para ciência do ocorrido e orientados sobre a gravidade e as consequências da conduta do aluno.

Ações pedagógicas estão sendo desenvolvidas, incluindo atividades de conscientização sobre racismo, direitos humanos e legislação vigente.

A URE permanece à disposição da comunidade escolar e reafirma seu compromisso com a promoção de um ambiente escolar seguro, respeitoso e inclusivo para estudantes e profissionais.

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