Trio preso em flagrante por furto de cabos subterrâneos continuará na cadeia
Um dos homens estava dentro da galeria subterrânea cortando os fios

Da redação
Os três homens presos em flagrante pela Polícia Militar enquanto furtavam cabos subterrâneos de telefonia em Artur Nogueira permanecerão detidos. A decisão foi tomada pela Justiça durante a audiência de custódia, que converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.
O crime ocorreu na madrugada de domingo (2), no cruzamento da Avenida Luiz Spadaro Cropanize com a Rua Amadeu de Faveri, no Jardim Conservani. Um dos suspeitos foi encontrado dentro de uma caixa subterrânea da rede de telefonia, cortando os cabos.

Ao justificar a manutenção da prisão, a juíza responsável pelo caso destacou a gravidade da ação, ressaltando não apenas o prejuízo causado à empresa vítima, mas também o elevado grau de organização do grupo.
“Não apenas pelo expressivo prejuízo causado à empresa vítima, mas, sobretudo, pelas circunstâncias concretas em que praticado. Os elementos colhidos até o momento evidenciam que os averiguados atuavam de forma coordenada e previamente organizada, utilizando veículo, uniformes, ferramentas específicas para corte e remoção de cabeamento subterrâneo, guincho para tração dos cabos, além de documentos relativos a ordens de serviço, tudo com o aparente propósito de conferir aparência de legalidade à empreitada criminosa e dificultar a ação fiscalizatória e policial”, descreveu a magistrada.
Na decisão, a juíza também destacou que um dos investigados foi localizado no interior da caixa subterrânea, onde havia mais de uma centena de segmentos de cabos já cortados.
“Um dos averiguados, inclusive, foi localizado no interior de caixa subterrânea da rede de telecomunicações, onde havia mais de uma centena de segmentos de cabos já fracionados, circunstâncias que revelam elevado grau de planejamento e divisão de tarefas entre os envolvidos, incompatíveis com uma atuação eventual ou amadora”, registrou.
Para a magistrada, as circunstâncias demonstram uma atuação profissional e reiterada do grupo. Ela também observou que dois dos três investigados já respondem a apurações por outros crimes, o que reforça o risco de reincidência.
“Tudo isso recomenda o resguardo da ordem pública. A forma de execução do delito, como dito, evidencia organização, divisão de tarefas e planejamento prévio, circunstâncias que extrapolam a gravidade abstrata do tipo penal e demonstram risco concreto de reiteração delitiva caso os averiguados sejam colocados em liberdade. Dessa forma, as medidas cautelares diversas da prisão mostram-se, ao menos por ora, inadequadas e insuficientes”, concluiu.
Após a audiência de custódia, os três homens foram encaminhados para um Centro de Detenção Provisória (CDP), onde permanecerão à disposição da Justiça enquanto respondem ao processo.
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