05/09/2022

Troca de figurinhas da Copa do Mundo agita pessoas de todas as idades em Artur Nogueira

Uma das maiores tradições em ano de Copa é mantida por colecionadores da cidade

Matheus Figueiredo

A troca de figurinhas da Copa do Mundo de 2022 tem agitado os finais de semana dos moradores de Artur Nogueira. Colecionar o álbum é uma tradição nacional durante o evento e vêm sendo mantida pelos colecionadores da cidade. Mas, para quem sonha em completar todo o álbum, só comprar os pacotinhos levaria muito mais tempo, então a forma mais rápida é trocando suas repetidas com alguém, assim, acelerando o processo.

É comum que estabelecimentos organizem encontros para que os colecionadores se encontrem e possam efetuar estas trocas. Todo domingo a Banca do Caco realiza esse tipo de evento e além de vender bastante ainda cria uma relação de proximidade com seu consumidor. Caco, o dono do estabelecimento, comentou o porquê de assumir a banca e o quão importante é, para ele, colecionar figurinhas “Pra mim, a banca tem uma parte afetiva. Ela pertencia ao meu pai de 1988 até 1995, quando ele vendeu. Em 2004 eu comprei de volta. Então, colecionar figurinhas fez parte da minha infância, me remete ao meu pai, que é falecido desde 1997. Então o que eu quero é que se mantenha essa tradição e que encha a praça aqui todo domingo”. Declara.

O casal Ana Raquel e Ricardo Joaquim moram em Sorocaba, mas como estavam passando o final de semana em Artur Nogueira, aproveitaram para trocar suas figurinhas repetidas. O rapaz nunca havia colecionado, mas foi influenciado por sua companheira que falou sobre como é a experiência de trocar figurinhas “É nosso primeiro álbum juntos, mas eu já colecionei o da África do Sul. Acho muito legal essa cultura de trocas, pois é um hobby legal. Tem aquela emoção de abrir o pacotinho e tirar alguma figurinha que você não tem, ou ver alguma repetida e já sair correndo com alguém para trocar. É legal de trocar também, porque você conhece novas pessoas” disse.

Tradição familiar

Fernando dos Santos aproveitou o fim de semana para trazer seu sobrinho, Davi dos Santos, de apenas 7 anos, para a praça e trocar figurinhas. O tio disse que colecionar é uma tradição familiar “Coleciono desde a Copa de 2002 e completo todos. O Davi já completou o da Rússia [2018] e agora queremos completar o desse ano. E passar isso para meu sobrinho é muito bom, gratificante, uma tradição de família. Passa de geração para geração e agora passo para meu sobrinho e, se algum dia eu ser pai, vou fazer meu filho também colecionar álbum da Copa”, relata.

Se colecionar é uma tradição familiar, Marina Tonoli faz questão de acompanhar seu filho, Pedro Caressato, e seu marido, enquanto eles trocam figurinhas. Eles são de Paulínia, mas estavam passando o fim de semana por Artur Nogueira e aproveitaram para trocar. “É uma paixão que vem do pai dele. Ele tem muitos álbuns completos lá em casa, antes mesmo do Pedro nascer, ele já dizia que, quando tivesse um filho, iria colecionar com ele. Já na última copa [2018], tentamos trazer o Pedro para trocar, mas ele não entendia, agora ele já entende muito. Foi uma paixão de pai para filho. E eu apoio, fico aqui de ajudante”, relata.

Colecionar figurinhas é um hobby, para muitos, uma tradição familiar. Então além de ser uma atividade legal, pode unir pais, filhos, sobrinhos, para que consigam completar juntos, além de conhecer novas pessoas. Para aqueles que querem trocar suas figurinhas repetidas, a banca do Caco realiza esse encontro todos os domingos, a partir das 8h da manhã. Na praça em frente ao Coreto.

 

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