Cortez desabafa sobre barragem: “Eu, que estou do lado da represa, não posso pegar?”
Prefeito de Posse comentou sobre as obras no rio Camanducaia durante entrevista ao Portal ON

Da redação
Durante entrevista no programa Giro ON, que foi ao ar na última terça-feira (25), um dos assuntos comentados pelo prefeito de Santo Antônio de Posse, Ricardo Cortez, foram as obras da represa de Amparo e Pedreira, no rio Camanducaia. Cortez, que esteve presente na visita do governador às obras, falou sobre a impossibilidade inicial, de Posse retirar água vinda dessa represa.
O prefeito começou contando que foi ao evento com a finalidade de perguntar aos técnicos do SP Águas – agência responsável pelas águas do estado – sobre as condições para Posse usufruir do benefício das águas vindas da barragem, que poderá armazenar quase 32 bilhões de litros d’água quando finalizada. Isso equivale a mais de 12 mil piscinas olímpicas.
Contudo, segundo Cortez, os técnicos da agência presentes lhe disseram que Posse não seria uma das cidades beneficiadas por tal obra, surpreendendo-o: “Vocês estão fazendo uma represa na porta da minha casa, em Santo Antônio de Posse […] Pra vocês mandarem água não sei pra onde?” disse o prefeito, ao mencionar sua conversa no local.
Estudo sobre captação d’água
Ele completou, dizendo que, por enquanto, nenhuma cidade têm outorga (autorização) para a captação de água no local, e que as cidades possivelmente beneficiadas com tal, foram escolhidas conforme estudo feito pelo SP Águas: “Baseado no censo de 2022, com a projeção até 2050, está dizendo o seguinte: a Posse não precisa da água da represa, a Posse é suficiente na água.” explicou Cortez sobre o estudo: “Eu já não tenho água hoje, como que em 2050 eu vou ter água?” desabafou.
Segundo as informações ditas pelo prefeito, 51% da água que vêm dos córregos (que abastecem Posse) acaba não sendo, de fato, utilizada pela população: “Você pega 100L de água no córrego, e você consegue usar só 49L, que chega na torneira. 51L, ou seja, 51% você, Santo Antônio de Posse, perde. Perde nos vazamentos de uma tubulação antiga, velha, perde com gato.” Tal afirmação foi o que o líder do executivo possensse ouviu dos estudos da SP Águas.
Para finalizar, Cortez disse que produzirá um estudo, devendo ser apresentado ao SP Águas, indicando a necessidade possense, de usufruir dos benefícios dessa obra: “Nós temos divisa no rio Camanducaia. O perímetro da Posse está aqui, e o rio passa a 50 metros, então se eu colocar uma bomba no rio Camanducaia, eu consigo mandar água pra Posse.” finalizou.
A entrevista pode ser vista na íntegra:
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