27/03/2025

“Na Posse não deu certo” afirma Cortez sobre concessão do serviço público de água

Prefeito de Posse falou sobre os problemas gerados por autarquias em entrevista ao Portal ON

Da redação

Durante entrevista ao Portal ON, que foi ao ar na última terça-feira (25), um dos assuntos debatidos foi sobre autarquias que cuidam de do abastecimento de água em algumas cidades da região. O prefeito de Santo Antônio de Posse, Ricardo Cortez, respondeu sobre o assunto e manifestou sua opinião sobre autarquias de forma geral.

Cortez começou sua fala já dizendo: “Eu acho que não muda.”, e em seguida, explicou que Posse já teve sua distribuição de água através de autarquias, retornando para as demandas da prefeitura posteriormente, e os resultados em ambas eram muito semelhantes: “A questão da viabilidade de verbas não muda.” pontou o prefeito.

Uma questão pontuada pelo prefeito, é exatamente a existência e função das autarquias no serviço público: “O que é uma autarquia? É uma empresa ‘filha’ da prefeitura, com CNPJ separado, com estrutura administrativa separada. Então la na autarquia você tem que criar cargos, ter contador […] isso onera um pouco mais, vira um cabide emprego, uma empresa fora da cidade acaba virando um cabide de emprego, pra fazer a mesma coisa que o serviço municipal faz” argumentou.

Outro problema citado pelo prefeito, é a visão errada que a população poderia ter sobre o assunto, Cortez argumenta que o termo “concessão do serviço” poderia gerar desconforto e preocupação com as finanças da população, mesmo não se tratando do que eles possam imaginar: “Quando você fala: concessão do serviço público de água ‘pelo amor de Deus, alguém vai vender a água pra nós e a água vai subir muito’. Hoje não é assim mais”. Afirmou Cortez.

No final de seu raciocínio, disse que tudo isso poderia ser resolvido dialogando abertamente com a população, mas que tudo deveria ser bem explicado para não gerar dúvidas: “É tudo coisa para se conversar […] é uma discussão que a gente tem que começar hoje, pra resolver daqui 1 ou 2 anos. Amadurecer isso nas cidades. O estado de SP tá fazendo isso, vendeu a Sabesp. Deu barulho, deu barulho e vendeu.” ponderou.

Porém, Cortez voltou a dizer que ainda prefere a água sendo gerida pelo município, baseado em suas experiências e visões em outras cidades.

Veja a entrevista completa:

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