Família de Artur Nogueira cria vaquinha para tratamento de gêmeos com assimetria craniana
Tratamento com órteses cranianas pode custar mais de R$ 20 mil; família criou vaquinha para ajudar Bernardo e Leonardo, de 10 meses

Uma corrente de solidariedade tem mobilizado moradores de Artur Nogueira e região em prol dos pequenos Bernardo e Leonardo, gêmeos de apenas 10 meses que precisarão passar por um tratamento especializado com órteses cranianas para corrigir um quadro de braquicefalia e assimetria craniana.
Os pais dos bebês, Wesley Felipe de Souza Mariano e Regiane Aparecida Leyn Mariano, enfrentam agora o desafio de custear o procedimento, considerado de alto valor. Sensibilizados com a situação da família, amigos próximos decidiram agir. A iniciativa da vaquinha online partiu do casal de amigos Roger e Natália, que criaram a campanha de surpresa para ajudar Wesley e Regiane a oferecer o tratamento necessário aos filhos. Desde então, a mobilização vem sendo compartilhada nas redes sociais em tom de solidariedade e amizade.
A preocupação com a saúde dos bebês começou ainda nos primeiros meses de vida. Durante uma consulta pediátrica, quando Bernardo tinha apenas 3 meses, a mãe percebeu alterações no formato da cabeça do filho e relatou a situação ao médico. Na avaliação, foi observada uma assimetria craniofacial, incluindo desalinhamento das orelhas, causada pela assimetria craniana associada à braquicefalia.
Com o passar dos meses, os pais perceberam que não apenas Bernardo, mas também Leonardo apresentava achatamento progressivo da cabeça. Apesar das orientações iniciais de que o quadro poderia melhorar naturalmente com o crescimento, a preocupação aumentou diante das mudanças visíveis no formato craniano dos bebês.
Pensando no bem-estar, no desenvolvimento saudável e até na futura autoestima dos filhos, Wesley e Regiane decidiram procurar, por conta própria, uma clínica especializada em assimetria craniana. Após avaliação profissional, foi indicado o tratamento com órteses cranianas — capacetes terapêuticos desenvolvidos sob medida para auxiliar na correção gradual do formato da cabeça dos bebês.
Os capacetes funcionam de maneira segura e delicada. O equipamento direciona o crescimento natural do crânio, estimulando a expansão das áreas achatadas e ajudando a reduzir as assimetrias cranianas ao longo do tratamento. O método costuma apresentar melhores resultados durante o primeiro ano de vida, fase em que os ossos do crânio ainda estão em desenvolvimento.
Durante o tratamento, os bebês precisam utilizar os capacetes por cerca de 23 horas diárias e passam por acompanhamentos frequentes para ajustes conforme o crescimento. A previsão é que Bernardo e Leonardo utilizem as órteses entre quatro e seis meses.
Entretanto, o custo elevado acabou se tornando um grande desafio para a família. Cada capacete pode custar entre R$ 10 mil e R$ 15 mil, além das despesas com consultas, avaliações e acompanhamento especializado. Como os dois irmãos precisarão do tratamento simultaneamente, os custos ultrapassam a capacidade financeira da família.
Em meio à preocupação e à luta diária dos pais, o gesto de amizade de Roger e Natália acabou transformando a preocupação em esperança. A campanha solidária segue mobilizando pessoas dispostas a ajudar os pequenos Bernardo e Leonardo a terem mais qualidade de vida e um desenvolvimento saudável.
As doações podem ser feitas pela plataforma Vakinha.
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