14/04/2026

Protetor solar em bebês é seguro? Dermatologista Patrícia Teresani explica

Pele dos pequenos é de 3 a 5 vezes mais fina que a do adulto e tem proteção menor; uso do produto não é indicado para crianças com menos de seis meses de idade

Imagem: reprodução/Canva

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Imagine só a pele de um bebê; ela é o completo oposto da ideia de proteção. Comparada à pele do adulto, é de 3 a 5 vezes mais fina; tem um Ph neutro, enquanto uma pele ligeiramente ácida tem maior proteção contra bactérias, e possui um filme hidrolipídico, barreira protetora composta de água e lipídios, bastante fino.

A delicadeza da pele do bebê

Esse contexto faz com que a pele do bebê seja mais suscetível a diversos problemas, como dermatites, assaduras e erupções. Logo, quando se trata de proteção contra o sol, um dos mais conhecidos potenciais vilões da pele humana, a tendência é pensar que o mais correto a se fazer e cobrir o bebê com filtro solar ao menor sinal de iluminação natural.

De acordo com a médica dermatologista Patrícia Teresani, no entanto, essa pode não ser a melhor escolha. “Bebês menore de seis meses não podem usar protetor solar”, afirma, e explica que os pequenos possuem “uma superfície de pele muito maior do que o peso que ele tem. Então, a quantidade que ele absorver pode ser muito alta”.

Entenda (por mustela.com.br)

“A barreira cutânea do bebê é naturalmente imatura ao nascer e precisa de aproximadamente três anos para se desenvolver completamente. Durante esse período, o estrato córneo (camada mais externa da pele) é significativamente mais fino que o de um adulto, com células menos coesas entre si. Esta estrutura em desenvolvimento permite maior permeabilidade a agentes externos, tornando a pele mais vulnerável a irritações e infecções. O processo de formação da barreira cutânea é gradual e depende tanto de fatores genéticos quanto dos cuidados recebidos nos primeiros anos de vida.”.

Protetor solar em bebês: pode ou não pode?

Segundo a médica, não há estudos consistentes que evidenciem o que pode acontecer ao bebê em casos de alta absorção de filtro solar, seja a curto, seja a longo prazo, o que torna a aplicação insegura.

“O protetor solar seria um complemento, e não uma solução única” – Patrícia Teresani

O ideal é que os bebês, de acordo com Teresani, não sejam expostos ao sol de forma excessiva. No entanto, caso isso ocorra, a melhor estratégia é utilizar proteção solar física. “Boné, chapeuzinho… Isso vale também para adultos. A proteção física é muito boa e super eficaz; ficar na sombra, usar chapéu, usar óculos escuros, roupa com proteção…”, lista. “Tudo isso é válido e protege, às vezes, melhor que o filtro solar em creme, spray, seja o que for”, destaca.

Proteção solar é um conjunto de cuidados

Mas é importante ficar atento à área e ao tipo de cobertura que a proteção física fornece. Patrícia explica que o chapéu ideal é um que tenha a aba larga. “Boné não protege nem metade do rosto”, explica. Óculos com proteção UV e roupa com trama fechada ou com selo de proteção UV-A também são boas pedidas, além de priorizar espaços onde houver sombra.

“Bebês menores de seis meses não podem usar protetor solar”, afirma a dermatologista Patrícia Teresani – imagem: Portal On

Tanto no caso dos bebês quanto no caso dos adultos, o mais importante é encarar a proteção solar como um grupo de estratégias que funcionam de formas conjunta, em vez de como apenas uma ferramenta. E vai além disso: é uma prática a longo prazo. “O protetor solar seria um complemento, e não uma solução única”, completa Patrícia.


A Dra. Patrícia Teresani atende na Clínica Essence, que está localizada na Rua São Sebastião, 405, esquina com a Sete de Setembro. Para agendar uma consulta, entre em contato com o número (19) 99824-9651.


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