O detalhe sobre a gravidez de gêmeos que você precisa saber
Categoria de gestação gemelar é de risco e pede diagnóstico precoce; a ultrassonografista Graciele Noronha explica manejo do quadro e como garantir gravidez saudável

Costuma-se pensar que as gravidezes gemelares são todas iguais, e que a única diferença entre elas e as outras gestações são o fato de que, em vez de apenas um bebê, há mais de um. Mas não é bem assim.
É o que explica a médica ultrassonografista e ginecologista Graciele Noronha, que atende pela clínica Essence, espaço em Artur Nogueira que abarca diversos tratamentos de saúde, incluindo dermatologia, ultrassonografia e nutrição. Segundo Noronha, tudo começa no primeiro trimestre, quando se descobre se há uma ou duas placentas no útero da gestante.
Há também outro modo de diferenciar as gestações gemelares: elas podem ser classificadas a partir do número de cavidades amnióticas em monoamnióticas, quando ambos fetos estão dentro de uma única cavidade, ou em diamnióticas, quando cada feto está em uma cavidade.
“O tipo de gestação gemelar muda os riscos e o tipo de acompanhamento”, detalha Graciele. “Quando é apenas uma placenta para dois bebês, é a chamada gestação gemelar monocoriônica.”
De acordo com a médica, a gestação gemelar monocoriônica exige cuidados maiores, por apresentar relação com maiores chances de complicações graves.
Com incidência de 1 para cada 250 a 400 gestações, aproximadamente, a monocoriônica “exige uma vigilância mais próxima com ultrassom mais frequentes”, segundo Graciele. A médica diz, ainda: “a partir de 16 semanas de gestação, a gente recomenda que o ultrassom com Doppler seja realizado a cada duas semanas até o final da gestação”.
Apesar dos avanços da medicina e da ciência no geral, o alerta da médica ganha respaldo quando se analisa o cenário: de acordo com estudo publicado em 2025 pela revista científica da Sociedade Brasileira de Ultrassonografia, há dados que confirmam taxas de complicações de 37,5% e de mortalidade de 16% nas gestações monocoriônicas analisadas.
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O estudo ainda reforça a importância do diagnóstico precoce da corionicidade, além do “encaminhamento para serviços especializados, do seguimento adequado com ultrassonografias periódicas e de avaliações detalhadas da morfologia fetal”.
A recomendação da SBUS vai de encontro com o que recomenda Graciele Noronha: “o ultrassom é capaz de identificar complicações como restrição de crescimento seletiva, a síndrome de transfusão feto-fetal e a sequência anemia policitemia”, afirma, e diz ainda: “o diagnóstico precoce faz toda a diferença e ajuda a planejar bem o pré-natal.”
Quando se trata de gestações de risco, a ciência e os especialistas, como Graciele, são muito claros: quanto antes houver um diagnóstico, melhor.
Sobre Graciele Noronha
Graciele é médica ginecologista e ultrassonografista, formada com residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Maternidade Odete Valadares, em Belo Horizonte. Também se especializou em Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital Municipal Odilon Behrens, na mesma cidade. Ao longo de sua trajetória, conquistou títulos de especialista reconhecidos pela FEBRASGO e pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, além de ter realizado pós-graduação em Medicina Fetal pela FMFLA-Academy, em parceria com a The Fetal Medicine Foundation. Seu registro profissional é CRM 244042.
Entre em contato com a médica e garanta segurança e conforto para sua saúde, antes, durante ou depois da gestação.
A Dra. Graciele Noronha atende na Clínica Essence, que está localizada na Rua São Sebastião, 405, esquina com a Sete de Setembro. Para agendar uma consulta, entre em contato com o número (19) 99824-9651.
REFERÊNCIAS
NOVELLO, Fernanda; TELLES, Jorge; REGNER, Andrea. MANEJO E PROGNÓSTICO DE GÊMEOS MONOCORIÔNICOS: EXPERIÊNCIA DE UM CENTRO DE MEDICINA FETAL NO SUL DO BRASIL. RBUS – Revista Brasileira de Ultrassonografia, São Paulo, v. 33, n. 38. 1-6, 03/2025
